Abel ganha respaldo do Flamengo para superar adversidade

EXTRA GLOBO: Diogo Dantas e Venê Casagrande

Menos de uma semana após o título estadual, o Flamengo enfrenta sua maior turbulência, resultado da chance desperdiçada de se classificar com antecedência às oitavas de final da Libertadores. Às vésperas da estreia no Campeonato Brasileiro, o técnico Abel Braga se vê novamente pressionado a melhorar desempenho e números de um plantel milionário que não tem sido confiável em jogos mais exigentes na temporada.

Foi assim na derrota para a LDU. A quarta das cinco partidas na fase de grupos da competição sul-americana em que o time foi vazado. No ano, em 22 jogos, o Flamengo levou gols em 16. Se o ataque não funciona como uma soma de talentos individuais, o sistema defensivo normalmente cede. Além desses dados, Abel Braga também recebe críticas por alterar as funções originais dos jogadores de frente, e de não conseguir tirar o melhor de todas as estrelas do time ao mesmo tempo.

Foto: Divulgação
No intuito de deixar Arrascaeta mais confortável pela ponta esquerda, o técnico passou Bruno Henrique para o comando do ataque, e fez Gabigol abrir pela direita, fazendo com que Éverton Ribeiro atuasse mais centralizado. Diante do Vasco, veio o resultado, mas contra a LDU, ninguém se encontrou em campo.

Apesar dos problemas táticos, o treinador é visto internamente como um bom gestor de pessoas e tem o elenco a seu favor, mas não consegue apresentar evolução. A diretoria acredita que é cedo para uma caça às bruxas, mas os próximos quatro jogos serão cruciais. O Flamengo recebe o Cruzeiro no Maracanã, amanhã, pela estreia no Brasileiro. Nas duas próximas rodadas na competição, visita Internacional e São Paulo. Por fim, o Peñarol. Uma nova eliminação na Libertadores pode ser fatal para Abel.

Após a derrota no Equador, Abel não teve reuniões com a diretoria. Também não houve cobranças exasperadas no vestiário entre os jogadores. No discurso, Diego assumiu a liderança e não eximiu a todos os jogadores de culpa.

— Temos que assumir a responsabilidade. Não tem mais nenhum garoto no nosso grupo. Sabemos o que representa a Libertadores para esse clube — disse o camisa 10.

Nenhum dirigente rubro-negro, porém, deu explicações. Nem Abel, que estava suspenso e não comandou o time da beira do campo. Com comportamento vibrante e de voz firme no vestiário, o treinador se sustenta pelo respeito que adquiriu no clube por sua trajetória e postura, mais do que pelo trabalho que tem desenvolvido à frente do time.

Pela frente, o primeiro dilema é se o Flamengo manterá força máxima contra o Cruzeiro. A ausência certa até agora é de Diego Alves. O goleiro teve constatada uma lombalgia e é desfalque.

A diretoria acredita que é cedo para uma caça às bruxas, mas os próximos quatro jogos serão cruciais.

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