Estável, Flamengo não tem previsão de redução de dívida em 2019

RODRIGO MATTOS: O Flamengo investiu R$ 120 milhões em jogadores no ano passado puxado pelas contratações de Vitinho e Piris da Motta, segundo o balanço financeiro do ano passado. Esse valor é similar ao que foi gasto até agora na temporada de 2019, isto é, o clube usou R$ 240 milhões em contratações em dois anos. Com isso, a trajetória de queda da dívida foi interrompida: o débito líquido ficou estável no ano passado – não se sabe como fechará neste ano.

O forte investimento rubro-negro foi possível graças às vendas de Vinicius Jr (em 2017) e Lucas Paquetá (em 2018). Com as duas transferências, entrou mais dinheiro no Flamengo do que saiu com negociações de atletas. No total, brutos, foram € 80 milhões, sendo que uma parte foi para investidores.

 Flamengo campeão da Taça Rio 2019 - Foto: Alexandre Vidal
A diretoria rubro-negra optou por aumentar o dinheiro no time depois de abaixar a dívida por cinco anos. Só com a contratação de Vitinho foram R$ 53,9 milhões. O paraguaio Piris da Motta gerou um gasto de R$ 25,9 milhões, tornando-se uma das maiores contratações do clube. Houve ainda dinheiro pago por Henrique Dourado, que já saiu, e por Marcelo Cirino, em pendência que havia com o Doyen. Em 2019, os maiores valores foram destinados a De Arrascaeta, Bruno Henrique e Rodrigo Caio.

Boa parte dos valores investidos no ano passado está sendo pago durante o ano de 2019. Havia o registro de parcelas a serem quitadas de R$ 65 milhões por aquisições de direitos e comissões. Em compensação, houve redução do endividamento bancário, embora no início de 2019, o clube tenha feito novos empréstimos.

A dívida líquida rubro-negra subiu no ano passado, mas há uma explicação na mudança na regra de contabilidade. As luvas pagas pela Globo passaram a ser registradas no passivo com um impacto de R$ 112 milhões.

Com isso, houve um crescimento da dívida líquida rubro-negra de R$ 134 milhões: saltou de R$ 335 milhões para R$ 470 milhões. Na prática, esses débitos das luvas não contam pois o dinheiro foi recebido e não serão descontado. Haveria portanto um aumento em torno de R$ 22 milhões na dívida líquida, que ficou em torno de R$ 360 milhões. Esse crescimento está dentro da margem da inflação.

O clube fechou com superávit de R$ 45, 9 milhões, cerca de um terço do ano anterior. O que mostra que o Flamengo gastou menos do que arrecadou em 2018, mas reduziu sua sobra por ter investido na aquisição de direitos de jogadores, isto é, no time.

Em compensação, houve redução do endividamento bancário, embora no início de 2019, o clube tenha feito novos empréstimos.

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