Flamengo campeão da Taça Rio

GILMAR FERREIRA: É ou não é bonito ver o seu time erguer um troféu com oito jogadores formados nas categorias de base alinhando entre os 14 utilizados no jogo final?

Pois o feito que o Flamengo conseguiu neste domingo (31), empatando a decisão da Taça Rio com o Vasco em 1 a 1, no Maracanã, com um gol no tempo acrescido e vitória nas cobranças de pênaltis, vale mais do que uma simples conquista regional.

Como já havia escrito por aqui após o 1 a 1 entre ambos válido pela terceira rodada deste returno, o melhor que Abel Braga poderá extrair deste Estadual será a oportunidade de ratificar o bom trabalho que é feito no Ninho do Urubu.

Porque ali está o verdadeiro DNA rubro-negro.

E a história do clube mostra que não há grandes conquistas sem que haja no time os verdadeiros representantes de sua mística.

Foto Oficial do Flamengo campeão da Taça Rio 2019 - Foto: Alexandre Vidal
Se o sonho da torcida do Flamengo é a conquiista da Copa Libertadores, é nela que toda energia deve estar concentrada.

E ponto final - sem blábláblá, comparação com o passado e teorias da esquina.

O futebol de excelência exige talento e eficiência, mas não progedirá sem trabalho científico, inteligência emocional e estratégia competitiva.

Somente um treinador experimentado, vitorioso, e malandro no trato pessoal com suas principais estrelas terá capacidade para assumir um planejamento deste nível – que é, mais ou menos, o que Luís Felipe Scolari fez no Palmeiras em 2018, e exatamente o que Renato Gaúcho vem fazendo no Grêmio há dois anos.

Aceitem ou não os mais antigos, enxerguem ou não os míopes, é isso que tem de ser feito.

E ele faz...

No estágio atual do nosso futebol, ainda mais no âmbito regional, a diferença entre o titular e o reserva, estando bem trabalhados, é muito pouca.

Assim como a distância entre o melhor e o mais jovem.

E isso salta aos olhos quando comparamos jovens ou reservas de um clube com a estrutura que o Flamengo oferece a seus profissionais com a dos rivais.

Que diferença há entre Renê e Trauco?

Pará e Rodnei?

Diego e Arrascaeta?

E a distância entre Arão e Ronaldo?

O gol de Arrascaeta a um minuto e meio do apito final pôs um gosto tão amargo na boca dos vascaínos que teve quem não ficasse no estádio para assistir a disputa por pênaltis.

O que, registre-se, não significa que o título carioca tenha escapado.

O Vasco não tem o melhor time do Rio, mas, se bem escalado e se gerenciado com competência, tem competitividade para vencer seus rivais.

E joguem eles com titulares ou reservas.

Afinal de contas, o misto do Fluminense fez um jogo muito parelho contra o próprio Flamengo.

O Vasco de Alberto Valentim mehorou em relação ao segundo semestre do ano passado, mas ainda carece de eficiência ofensiva.

Cria-se muito pouco e agora já é possível enxergar que a baixa produtividade de Maxi López não é culpa exclusiva do argentino.

Mas, neste jogo, a necessidade de duas substituições por contusões ainda no primeiro tempo, minou a estratégia do técnico vascaíno.

Depois do gol do menino Tiago Reis, aos 10m do segundo tempo, o Vasco, desgastado, perdeu lucidez e eficiência.

O Flamengo passou a ter mais bola, finalizou o dobro de vezes e acabou encontrando o justo empate que o levou ao merecido título do returno.

A fase final do Estadual, ganha mais emoção com o "retorno" do Fluminense de Fernando Diniz à disputa.

E ajuda a apagar a má impressão desse campeonato arrastado e de regulamento confuso...

O Flamengo passou a ter mais bola, finalizou o dobro de vezes e acabou encontrando o justo empate que o levou ao merecido título do returno.

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