"Flamengo precisa de título nacional ou internacional", diz dirigente

O GLOBO: Por Venê Casagrande

Com mais de R$ 140 milhões investidos em contratações para 2019, o vice de futebol do Flamengo, Marcos Braz, sabe que o título estadual é só um primeiro passo. Em quatro meses de trabalho, marcados por uma tragédia que levou a morte de dez atletas da base, a conquista regional indicou que o futebol está em um bom caminho, mas é preciso ir além.

- O Flamengo é um monstro que ganha títulos. E se faltar ele fica com fome. Mas a gente precisa de um título maior. A gente gosta do Estadual, mas precisa de um título nacional ou internacional - admite o dirigente, em conversa com o EXTRA de dentro do avião que levou o time para o Equador, onde enfrenta a LDU pela Libertadores nesta quarta-feira.

Rodolfo Landim e Marcos Braz, campeões Carioca pelo Flamengo - Foto: Alexandre Vidal
Menos de 24 horas depois da conquista do título estadual, a delegação rubro-negra embarcou com uma preocupação. Conquistar o ponto necessário para se classificar no jogo diante da LDU, e evitar que a vaga fique para a última rodada, no jogo contra o Peñarol, também fora de casa.

As mudanças no comando técnico e na postura da equipe ainda não podem ser medidas com exatidão, dado o baixo nível do Carioca. Mas a cúpula do futebol viu méritos no trabalho de Abel Braga, que encaixou as peças trazidas e imprimiu uma nova filosofia de jogo.

Filosofia esta que vem desde o presidente Rodolfo Landim, que ainda no gramado do Maracanã indicou que a apatia havia ficado para trás. Marcos Braz, que abriu mão de sua candidatura para apoiar o grupo de Landim e assumir apenas o futebol, ganhou respaldo para colocar em prática uma gestão à sua maneira. Segundo ele, mais pragmática.

- Quando tem um presidente que te ajuda, tem o mesmo pensamento de quem tá no comando do futebol, é importantíssimo - explica.

- Temos um departamento de futebol mais pragmático. O presidente cobra isso, e é cobrado de cima pra baixo - completa Braz.

A autonomia também se dá no mercado. Mesmo após vultuosos investimentos, o Flamengo vai ao mercado na janela de meio do ano para se reforçar. Pois sabe que pode perder uma ou outra peça. O recado é claro: não vai ser fácil tirar atletas titulares do Flamengo, como por exemplo, Cuéllar.

- Essa janela no meio do ano vamos tentar reforçar ainda mais o time. Não posso precisar se sai alguém também, porque as propostas vêm, são propostas que o clube fica impossibilitado de agir, mas não sairá jogador com facilidade - avisa Braz.

O Estadual, além de aliviar a pressão, permitiu que o clube desse rodagem ao elenco para a busca por voos mais altos na temporada. Também abriu brecha para a utilização de diversos atletas da base, alguns com potencial de venda, como Ronaldo e até Lincoln, que se recuperou na reta final. Em outra frente, a diretoria comemora ter reintegrado o goleiro Diego Alves e deixado novamente o ambiente tranquilo. Mas sabe que o termômetro verdadeiro está apenas começando.

- A qualidade do plantel é importante, os jogadores contratados encaixaram. É uma soma. Tem uma unidade grande entre comissão técnica e diretoria. Isso ajuda a conquistar título. Mérito de todo mundo e do Abel. O trabalho tem quatro meses, com uma tragédia no meio. Torcida tem que cobrar e estar em cima, mas avaliar o que está sendo bem conduzido. O sarrafo já está mais alto desde que a gente entrou - finalizou o vice de futebol.

Em quatro meses de trabalho, a conquista regional indicou que o futebol está em um bom caminho, mas é preciso ir além.

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