Flamengo quer e precisa de mais

GILMAR FERREIRA: É sempre bom ver o Flamengo conquistar o título estadual porque quando ocorre tem-se a sensação de que o campeonato outrora charmoso ainda tem valor.

As ruas do Rio de Janeiro ganham um toque de festa, as vielas das favelas ficam mais felizes, os bares se enchem de alegria e o domingo termina deixando a sensação de que o futebol do estado caminha a bom termo.

Isso é praxe que percebo desde os nove anos de idade, quando, após a vitória de 2 a 1 no Fla-Flu que garantiu ao time de Paulo César e Doval a conquista do título estadual de 1972, vi a cidade amanhecer em festa.

Eu, apesar das críticas ao formato e ao longo tempo de disputa, e mesmo reconhecendo a perda da importância de uma conquista regional num mundo globalizado, vejo um valor tremendo na competição que abre de forma oficial o calendário do futebol.

Comemoração do título Carioca 2019 do Flamengo - Foto: Alexandre Vidal
Mas esse tipo de conquista ganha ainda mais valor quanto ocorre de forma insofismável, como o título levantado neste domingo (21), ao fim de mais uma vitória de 2 a 0 sobre o Vasco, agora no segundo jogo da final de 180 minutos.

Porque a superioridade rubro-negra é tão berrante, do modelo de administração à qualidade dos jogadores, que mal dá para estabelecer análise justa sobre a disputa em si.

Entendo que a conquista era mais do que obrigação, tal a discrepância nos orçamentos, melhor estrutura e tempo de maturação dos times.

O Flamengo vem trabalhando na formação de um elenco de primeira linha desde 2015 e não fosse um revés num jogo semifinal contra o Botafogo em 2018 poderia estar festando agora seu sexto tricampeonato estadual.

Simplesmente porque o time dirigido por Carpegiani já era melhor do que os dos rivais.

O Vasco, ainda que tivesse um bom gestor no departamento de futebol, capaz de unir o clube em torno de um time competitivo, e ainda que seu técnico não fosse um aprendiz presunçoso, até tentou fazer frente.

Mas faltou competência porque o elenco ainda é fraco.

Dá para competir com rivais que têm orçamento semelhante, mas não contra aqueles que têm mais recursos financeiros.

Não há mistério.

É simples, assim.

Que o Flamengo possa agora honrar a pompa adquirida em competições nacionais e continentais.

Porque depois da festa há uma conta a ser paga!

A minha seleção do ESTADUAL ficaria assim:

Diego Alves; Cáceres, Leo Duarte, Castán e Renê;
Cuellar, Lucas Mineiro e Everton Ribeiro;
Bruno Henrique, Gabriel Barbosa e Yoni Gonzaléz.

Técnico: Fernando Diniz.
Revelação: Marrony.
Craque: Bruno Henrique.

Que o Flamengo possa agora honrar a pompa adquirida em competições nacionais e continentais.

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