Flamengo recebe apoio da Ferj para reduzir custos do Maracanã

GLOBO ESPORTE: O presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Rubens Lopes, participou nesta segunda-feira de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) sobre problemas na organização do Campeonato Carioca e criticou duramente o uso de stewards - termo usado para designar os seguranças privados nos eventos esportivos - nos jogos do Maracanã. Para o dirigente, a opção deveria ser por policiais do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (Bepe) e esse efetivo deveria ser remunerado para trabalhar nas partidas, da mesma forma que os seguranças.

Lopes qualificou os seguranças privados que atualmente fazem a segurança do Maracanã como "alegorias e adereços", explicando em seguida que não acredita serem capazes de conter um eventual conflito de maior proporção que resulte em invasão de campo.

- No meu entender, se constitui alegorias e adereços. Onerosos para os clubes. Cada policial vale no mínimo quatro (stewards).

Rubens Lopes, Presidente da Ferj, e Rodolfo Landim, Presidente do Flamengo - Foto: Divulgação
O deputado Rodrigo Amorim, que presidiu a audiência, interferiu:

- Já escutei seis, até.

Lopes continuou:

- E veja o que acontece, deputado. O Bepe tem um número reduzido de policiais. Ele se socorre de policiais de folga. Ou sai do plantão ou vai entrar no plantão, vindos de outras unidades, algumas até fora do município. E aí esse policial vem sem ganhar um centavo para dar garantia de resolver problema que não é dele. Ao passo que todos esses stewards, tem dia que tem 120 só no campo... Tenho certeza absoluta que o primeiro conflito que for pra invadir o campo, aquilo não vai resolver. Se uma pessoa quer sentar no lugar marcado e chama um steward, não resolve o problema. Não tem treinamento para isso. Não tem autoridade para isso. Vamos fazer uma conta simples, arredondada: cada steward custa R$ 300. Se um policial vale por seis, os stewards equivalentes a um policial custam R$ 1.800. E o policial não recebe nada - criticou o cartola da Ferj.

O CEO do Flamengo, Reinaldo Belotti, pediu ajuda política na Alerj para que seja possível contratar os policiais para os jogos:

- O que o Rubinho falou sobre segurança nos estádios, o Flamengo assina embaixo. A PM dá muito mais segurança e é muito mais barata. Esse número que estamos discutindo entre quatro ou seis, na verdade se discute entre três e dez. Mas me parece que existe uma dificuldade legal, a gente não pode contratar policiais de folga. Essa é uma das grandes diferenças de custo entre o futebol daqui e de outros estados.

O deputado Alexandre Knoploch, por sua vez, afirmou que pretende trabalhar em um projeto de lei para segurança de eventos esportivos com base nas declarações de Lopes e Belotti, ou seja, que permita o uso de policiais militares.

Em recente entrevista ao Esporte Espetacular, o coronel aposentado da PM Anderson Fellipe Gonçalves, que responde pela Sunset Vigilância, afirmou que o custo por segurança privado no Maracanã é de R$ 239. Ele disse ainda que todos tiveram treinamento sob chancela da Polícia Federal para trabalhar em grandes eventos.

Também estiveram presentes na audiência pública o CEO do Flamengo, Reinaldo Belotti, advogados da Ferj, advogados do Botafogo e um advogado do Maracanã. O Flamengo falou sobre suas intenções com a gestão do Maracanã, o Botafogo se colocou à disposição para ajudar e o advogado da ex-concessionária do Maracanã, Marcos Salgado, não respondeu a qualquer questionamento, alegou desconhecer até os contratos de fornecimento de serviços, o que fez com que em diversos momentos fosse diretamente criticado pelos deputados presentes.

Vasco, Fluminense e Casa Civil não enviaram representantes e também foram alvo de reclamações, especialmente o clube das Laranjeiras. Diante da postura da empresa que foi responsável pela gestão do Maracanã desde a reforma para a Copa do Mundo, foi determinada uma audiência específica sobre o tema, com data ainda a ser definida.

O CEO do Flamengo, Reinaldo Belotti, pediu ajuda política na Alerj para que seja possível contratar os policiais para os jogos:

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