Flamengo saboreia o melhor dos seus meias

O GLOBO: Igor Siqueira

Em noite de Libertadores, o Flamengo goleou o San José por 6 a 1 ao aproveitar o que tem de melhor da mistura Brasil-Uruguai. Foi um desfile de Everton Ribeiro, que teve participação muito especial de Arrascaeta. A vitória rubro-negra coloca o time na liderança do Grupo D graças ao saldo de gols. Na próxima rodada, no dia 24, a classificação pode vir em Quito, contra a LDU.

Impressionou como o Flamengo fez tudo certo nos primeiros cinco minutos de partida. Em três ataques, perdeu uma chance clara com Arrascaeta, fez o gol com Diego e ainda forçou a expulsão de Toco em uma arrancada do esperto Bruno Henrique. A impressão é que seria um atropelamento logo no primeiro tempo, mas a história demorou a se desenvolver.

Arrascaeta e Diego comemorando gol no Flamengo - Foto: Delmiro Junior
O Flamengo se assentou na vantagem de uma tal forma que, embora a posse de bola continuasse maior, o San José tinha uma liberdade exagerada quando saía das trincheiras para arriscar alguma coisa no campo de ataque.

A morosidade geral do Fla em atacar e, ao mesmo tempo, impedir as progressões do adversário foi o que trouxe o constrangimento no Maracanã. Tomar um gol de um time tão fraco, ainda mais em inferioridade numérica, passou longe de ser bem digerido pela torcida.

Uma bobeira defensiva desse porte — Rodrigo Caio levou uma caneta, Léo Duarte não se entendeu com ele e Willian Arão não foi cobrir o rebote — despertou as primeiras vaias, que voltariam a aparecer fortemente na saída do time para o intervalo, mesmo com a vantagem já retomada.

Na formação que uniu Arrascaeta, Everton Ribeiro, Diego e Bruno Henrique, chamou a atenção a liberdade para troca de posições entre os meias — principalmente o uruguaio e o camisa 7. A cada minuto, Everton Ribeiro se alternava: aparecia pela direita, flutuava pelo meio e buscava o fundo na esquerda. Em uma escapada, tabelou muito bem com Bruno Henrique e fez o segundo gol do Fla.

Arrascaeta, bem acompanhado, teve um primeiro tempo sem muito brilho, mas conseguiu na etapa final justificar o investimento e a expectativa. Dribles insinuantes, passes precisos para os companheiros e, no ápice da noite, um belo gol, o terceiro do Fla.

O gol do uruguaio nocauteou o time boliviano, que aos poucos foi perdendo o fôlego. Mais do que isso: mostrou a Abel Braga que merece um lugar no time titular.

Abel entendeu o recado. Sobrou para Diego. Foi o camisa 10 o substituído quando o técnico rubro-negro mexeu pela primeira vez, colocando Vitinho. De cara feia, o titular foi aplaudido.

Quando o jogo deu uma esfriada, o irrequieto Everton Ribeiro voltou a aprontar e deixou o time ativo de novo. Não é que o clarão pela direita passou a ser bem usado por Pará? Primeiro, o cruzamento rasteiro do lateral foi no pé do camisa 7. Éverton fez o quarto do Fla, foi substituído em seguida e ganhou a maior ovação da torcida no Maracanã. O murmúrio do primeiro tempo deu lugar à euforia quando mais gols foram marcados: Vitinho fez de pênalti e Gutiérrez, contra, completou a goleada.

Foi o camisa 10 o substituído quando o técnico rubro-negro mexeu pela primeira vez, colocando Vitinho. De cara feia, o titular foi aplaudido.

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