O que esperar do Flamengo no Brasileirão 2019?

ESPN FC: Por João Luis Jr.

E sim, lá vem ele de novo. O maior campeonato do Brasil, um dos torneios mais disputados do mundo, a única competição onde é normal um torcedor discutir via mensagem com o treinador de um outro clube porque a escalação daquela equipe prejudicou a pontuação dele num fantasy game aleatório. Sim, o Brasileirão.

Serão 38 rodadas de longas viagens, de clássicos locais e regionais, de partidas que parecem descompromissadas que no fim se mostram decisivas, de clássicos que acontecem quando ninguém mais se importa, de peladas tão caóticas que os próprios torcedores preferiam que o jogo tivesse sido decidido num par ou ímpar entre os capitães dos times.

Mas quais são as reais possibilidades do Flamengo nessa longa jornada de sangue, suor e provável uso equivocado da ferramenta VAR que será o próximo Campeonato Brasileiro?

Foto: Divulgação
Primeiro, é preciso reconhecer que o Flamengo entra sim nesse Brasileirão como favorito. Menos pela exuberante qualidade demonstrada durante a atual Libertadores, menos pelo nosso ousado padrão tático, com certeza não pelo brilho individual dos nossos laterais, mas muito pelo volume de investimento realizado pela diretoria e também pela baixa qualidade técnica do torneio de maneira geral.

Em suma, o Flamengo é sim favorito, mas não pelo que vimos em campo até agora e sim pelo fato de que uma equipe com essa folha salarial enfrentando adversários que em sua maioria tem nível financeio e técnico inferior, tem a obrigação de ser um dos favoritos.

E é exatamente por ser apenas um dos favoritos – afinal, estamos falando de um campeonato que tem o milionário Palmeiras, o forte Grêmio e o muito bem montado Cruzeiro, por exemplo – que vários fatores podem influenciar diretamente nas chances do Flamengo de finalmente conquistar seu sétimo título brasileiro.

Primeiro existem as óbvias questões internas, que vão desde a nossa carência nas laterais até a falta de padrão de jogo, problemas que ficaram bem claros nas únicas vezes nesse ano em que precisamos enfrentar algum time que não fosse um rival carioca. O Flamengo hoje é uma equipe cara porém desequilibrada, cujo visão tática se resume a Abel Braga na beira do campo gritando “vaaamo porrraaa” e torcendo por alguma jogada individual. E, ainda que isso seja o bastante para manter a hegemonia no Rio de Janeiro, para qualquer outro torneio ainda é muito pouco.

E aí entram os fatores externos. Que equipes vão priorizar o Brasileirão e quais vão focar em outros torneios? Nós mesmos, vamos conseguir seguir na Libertadores ou uma eliminação precoce fará surgir as faixas dizendo “brasileirão é obrigação” que até hoje só serviram para nos lembrar que o Flamengo não gosta de fazer nada obrigado? Quais times vão se reforçar na janela de transferência? Quais vão sair enfraquecidos?

Em suma, são muitas variáveis, e ainda que com o Flamengo atual seja possível acreditar numa classificação até confortável para a Libertadores do próximo ano – ainda mais no atual formato em que qualquer time brasileiro que levantar a mão se classifica – está cada vez mais claro que se o Flamengo quiser realmente ser protagonista e não apenas mais um coadjuvante superfaturado ele vai precisar evoluir, seja em termos de elenco, organização e até mesmo motivação. Nos resta esperar que a diretoria e o elenco também tenham percebido isso.

Primeiro, é preciso reconhecer que o Flamengo entra sim nesse Brasileirão como favorito.

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