Vitória maiúscula do Flamengo

ESPN FC: Por João Luis Jr.

Quando Pedro Rocha abriu o placar para o Cruzeiro, aos 39 do primeiro tempo, a sensação era de estar vendo a reprise de um filme de terror com mais sequências do que qualquer “Sexta-Feira 13” ou “A hora do espanto”. O Flamengo dentro de casa, dominando as ações mas incapaz de finalizar com perigo, sofrendo um gol aleatório numa falha da defesa, é uma história já comum nos últimos anos, que quase sempre vem logo antes de momentos de tensão, desespero e pontos perdidos que fazem muita falta lá na frente.

Mas dessa vez foi diferente. Talvez porque os deuses do futebol consideraram injusto que um jogador vitorioso como Juan se despedisse do futebol com derrota, talvez porque Bruno Henrique quis ele mesmo premiar o colega à beira da aposentadoria, talvez porque o castigo cármico destinado a seres da categoria de Mano Menezes tarda mas não falha, mas o gol adversário, que várias vezes serve para derrubar um Flamengo que começou bem, dessa vez serviu para acordar de vez a equipe rubro-negra, que empatou já no minuto seguinte, mostrando que talvez alguma lição tenha sim sido aprendida com a recente derrota na Libertadores.

Jogadores do Flamengo comemorando gol contra o Cruzeiro - Foto: Alexandre Vidal
E se no primeiro tempo o Flamengo havia sido disposto mas vacilante, no segundo ele conseguiu ser, em boa parte do tempo, o que se espera que ele seja. Uma equipe dominante e propositiva, que usa a posse de bola para acuar os adversários e a movimentação e o talento individual dos seus jogadores para confundir a marcação adversária, com um show de Bruno Henrique, o homem que faz gols de dois em dois, e uma boa apresentação de toda a equipe, incluindo até mesmo William Arão. Pará, é claro, esteve novamente abaixo da média da equipe, mas é preciso reconhecer que se ele jogasse bem não seria um “bom segundo tempo” e sim um “milagre reconhecido pelo Vaticano”.

O resultado final de 3x1 foi não apenas uma vitória convincente diante de um adversário também cotado para o título como também uma despedida à altura de Juan, um dos grandes zagueiros da história do Flamengo e do futebol mundial e que disputou neste sábado sua última partida como profissional antes de assumir um novo capítulo em sua trajetória na Gávea, dessa vez atuando fora das quatro linhas. Que ele possa, atuando no clube, ter tanto sucesso quanto teve atuando dentro de campo e ensinar para toda uma nova geração de rubro-negros que zagueiro existe para roubar bolas e evitar gols e não pra ficar sorrindo por aí.

[no único ponto negativo do fim da partida, fica aqui a torcida para que a situação de Rodrigo Caio tenha sido apenas um susto e o zagueiro se recupere rapidamente]

O Flamengo em casa, dominando as ações mas incapaz de finalizar, sofrendo um gol aleatório numa falha da defesa, é uma história já comum.

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