Análise: Qualidade e iniciativa dão vitória ao Flamengo

O GLOBO: Carlos Eduardo Mansur

O alto investimento joga a expectativa no alto e é até possível argumentar que o Flamengo ainda oscila. Mas jogos como o de ontem deixam claro o peso de um elenco como o que formou o clube. Numa partida contra um rival importante, que jogava em casa, o rubro-negro foi melhor em praticamente todo o tempo e se impôs. Ganhou com inteira justiça um jogo que deixou claro que há uma diferença entre os dois times: o 1 a 0, conquistado com o gol de Willian Arão, deixa o Flamengo a um empate das quartas de final da Copa do Brasil. O jogo de volta será no dia 4 de junho, no Maracanã.

Não que tenha havido um massacre, afinal, por longo tempo o jogo em Itaquera era marcado por riscos dosados. Ainda assim, o grande mérito do Flamengo foi o da iniciativa e do controle. Com mais qualidade técnica, teve o domínio.

Cuéllar durante Corinthians x Flamengo - Foto: Marcos Ribolli
Por certo tempo, ficou uma sensação de falta de profundidade, de capacidade de infiltração para se colocar em condição de finalizar com perigo. O Flamengo tinha boa saída de bola e a mobilidade que Abel vem tentando implantar. Éverton Ribeiro partia da direita para o meio, virando um quarto meio-campista; Bruno Henrique partia da ponta esquerda, mas buscando o centro do ataque para formar dupla com Gabigol. Ocorre que nenhum dos atacantes fazia grande jogo, nem tinha muitas chances de penetração. Não é ruim que os dois atacantes tenham liberdade de movimentação, tampouco que ambos ocupem a área em dados momentos. Mas o preço não pode ser a falta de jogadas pelo lado, ainda mais contra um Corinthians que marcava muito, embora mostrasse uma notória dificuldade de construir.

Diego entra bem
Pela esquerda, a missão de buscar o fundo cabia a Renê, algo que o lateral não faz tão bem — é melhor atacando pelo meio. Pela direita, raramente o time se juntava para triangular com Pará, Arão e Éverton. O Flamengo ameaçou numa cabeçada de Léo Duarte e num cruzamento que terminou em chute de Éverton Ribeiro e boa defesa de Cássio.

Num jogo de erros técnicos do meio para a frente, quem sobressaía era Rodrigo Caio, outra vez excelente ao desarmar e iniciar jogadas com bons passes.

Foi justamente quando conseguiu infiltrar pelos lados que o Flamengo criou mais. Outro fator que influiu na mudança do jogo na segunda etapa foi a necessidade corintiana de arriscar algo. Fábio Carille, que começara com Boselli e Vágner Love juntos no centro do ataque, decidiu tirar o argentino e colocar Jádson e, antes, já lançara Pedrinho no lugar de Mateus Vital. Por um momento, expôs a dificuldade defensiva do Flamengo, que ainda existe. Mas, aos poucos, perdeu consistência sem a bola.

Foi a senha para a qualidade técnica decidir. Bruno Henrique já tivera ótima chance após combinação entre Éverton Ribeiro e Pará pela direita. A entrada de Diego no lugar do apagado Arrascaeta deu qualidade de passe, como no lance em que abriu para Bruno Henrique na esquerda. Do cruzamento, veio o gol de Willian Arão, cuja infiltração na área segue indispensável ao time, apesar das críticas que recebe. Por pouco, a partida madura do time de Abel Braga não rendeu uma vantagem ainda maior. Foi um bom sinal de evolução.

Por pouco, a partida madura do time de Abel Braga não rendeu uma vantagem ainda maior. Foi um bom sinal de evolução.

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