Ex-jogador do Peñarol destaca qualidade do Flamengo

GLOBO ESPORTE: Não é necessário explicar o que está em jogo para o Flamengo em Montevidéu. A partida contra o Peñarol coloca à prova todo o planejamento da uma temporada repleta de expectativa, que tem o sonho da Libertadores como prioridade. Do outo lado, no entanto, está um clube tradicionalíssimo, pentacampeão da competição, que busca reencontrar os trilhos no continente. Há oito anos o Peñarol não passa da fase de grupos e vê no confronto contra os brasileiros a chance de voltar a mostrar força no cenário sul-americano.

A importância do jogo para os dois clubes mostra o tamanho da partida. Para o Peñarol, a semana vale o ano, nas palavras de Cristian “Cebolla” Rodriguéz. Além de decidir a vida na Libertadores contra o Flamengo na quarta, o time uruguaio – líder do campeonato local – recebe pela primeira vez o Nacional, seu grande rival, no Campeón Del Siglo, seu novo estádio inaugurado em 2016.

Foto: Divulgação
Muito do bom momento do Peñarol é creditado a Cristian Rodriguéz. O ex-gremista de 33 anos, com duas Copas do Mundo na bagagem, e passagens por clubes como PSG, Benfica, Porto e Atlético de Madrid, é o cara a ser marcado de perto pelo time de Abel Braga. E antes da partida, ele recebeu nossa reportagem no Campeón Del Siglo. Simpático, sorridente e tranquilo, foi bastante receptivo, nos deu dicas de onde comer boas carnes em Montevidéu e não aparentou nervosismo diante dos desafios da semana. As palavras, no entanto, deixam clara a importância do que vem pela frente.

Você jogou em Portugal e no Grêmio. Em campo fala português?

Só para xingar, falar palavrão (risos).... Joguei no Porto por quatro anos, tenho muitos colegas brasileiros, e sempre falamos. Mas falo melhor sem a câmera (risos).

No jogo de ida do Maracanã, você falou o jogo todo com os brasileiros, mas sempre em um clima muito tranquilo. Às vezes criamos esse clima de guerra em jogo entre brasileiros e uruguaios, mas há muito respeito e camaradagem entre vocês em campo, não?

Tem de tudo. Há o respeito, há jogos que uma batalha é necessária. Com os anos vamos aprendendo que é somente um jogo, vale o respeito e as coisas ficam em campo.

Será um jogo dos mais quentes na quarta-feira?

Não sei. O Peñarol vem fazendo um bom campeonato local. Estamos agora focados na Libertadores. Teremos o clássico contra o Nacional no fim de semana, mas agora estamos pensando 100% no Flamengo, que é fundamental para seguir em frente na Libertadores. Há muitos anos o Peñarol não passa de fase. Por isso vamos dar o nosso máximo.

Dependendo do resultado de LDU x San José, Flamengo ou Peñarol podem avançar até com derrota...

Temos que jogar. Não podemos jogar com a cabeça em outro jogo. Todos sabem a qualidade que tem o Flamengo. Tem jogadores de ataque muito bons. Temos que fazer o nosso papel, uma boa partida e seguir tranquilos.

Estranhou ver o Arrascaeta no banco no Maracanã?

Sim, sim. Obviamente é um jogador de muita habilidade. Também tenho uma amizade muito grande com o Diego, jogamos juntos por dois anos no Atlético de Madrid. O Diego é muito boa pessoa, sempre falamos, desejo o melhor para eles. Mas essa partida será firme e queremos trazer essa vitória para o Peñarol.

O Peñarol de 2019 vem se notabilizando pela mescla entre jogadores muito jovens e outros experientes, como você.

Sim. Para mim um elenco tem que mesclar jogadores jovens com experientes. Os mais jovens correm e são o motor do time. Mas com o tempo ganhamos experiência em campo, com a rodagem

O que representa esse jogo para o Peñarol?

Jogamos o ano nessa semana. Vamos em busca da classificação (contra o Flamengo), depois vem um clássico em que enfrentaremos o Nacional, nosso tradicional rival, pela primeira vez em nosso estádio. Tem muito em jogo nessa semana. Nosso time está concentrado.

Esse jogo decisivo tem cara de novela dramática?

Creio que sim. Porque o Flamengo vem para ganhar pela história que tem, pelos grandes jogadores. Com certeza não vão jogar para esperar o resultado. Mas nós também vamos dar o máximo para defender nossas cores, temos um time muito bom, com muita gana de ganhar e fazer uma história linda.

Tem acompanhado o momento de pressão do Flamengo?

Nós sabemos a história da equipe que vem nos enfrentar, mas nós pensamos é na história rica que tem esse clube (Peñarol). Não nos classificamos há oito anos para as oitavas. Então vamos dar nosso máximo para que isso aconteça. Não quero ser antipático, mas primeiramente estamos pensando em nós.

Há oito anos o Peñarol não passa da fase de grupos e vê no confronto contra os brasileiros a chance de voltar a mostrar força no cenário sul-americano.

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