Flamengo e Santos perdem tendo mais de 60% da posse de bola

UOL: Santos e Flamengo dominaram a posse de bola em seus jogos da quinta rodada do Campeonato Brasileiro, mas foi só. Enquanto o Alvinegro paulista viu o rival Palmeiras se impor e golear por 4 a 0, o Rubro-Negro fracassou diante de um valente Atlético-MG, que somou três pontos mesmo com um a menos desde os acréscimos do primeiro tempo.

O estilo de jogo bonito, para frente, apontado como uma evolução do chamado "futebol total", falhou. Resultado? Jorge Sampaoli, técnico do Peixe, e Abel Braga, do Fla, estiveram entre os assuntos mais falados do Twitter na noite de sábado. Os flamenguistas, inclusive, levantaram a #ForaAbel.

Gabigol em Atlético-MG x Flamengo - Foto: Alexandre Vidal
No Pacaembu, em São Paulo, o Santos foi abafado pelo Palmeiras, levou dois gols antes de 20 minutos, e se viu obrigado a correr atrás do prejuízo. Ficou com a bola por 64,5% do tempo de jogo, segundo o Footstats, mas pouco fez. A principal oportunidade foi um chute de longe, em cobrança de falta de Carlos Sánchez na trave.

O Palmeiras, ciente da característica do rival no clássico, fez diferente ao que a maioria dos adversários do Peixe costuma fazer: pressionou a saída de bola. Além disso, foi mais uma vez intenso e eficiente para explorar os contra-ataques na etapa final -- assim ampliou a vantagem construída no primeiro tempo.

Já o Flamengo teve a oportunidade de trocar passes e criar jogadas por toda a segunda etapa com um atleta a mais. Desperdiçou, e piorou a situação sofrendo o gol da derrota já com superioridade numérica - 61,2% de posse, de acordo com o Footstats, e 19 finalizações (dez corretas) ao todo. Em determinado momento, os cariocas chegaram a ter 70% de posse em pleno Independência.

Acontece que, assim como o time de Sampaoli, o maior tempo com o controle do jogo não foi útil para os comandados de Abelão. Com dois golaços, o Atlético-MG faturou a vitória e assumiu a vice-liderança do Brasileiro.

No primeiro gol do Galo, que conta com o talento de Cazares ao driblar os marcadores e tocar para as redes, chama a atenção o "apagão" coletivo. Diego Alves saiu jogando mal com Renê, e o lateral rolou na fogueira para Rodrigo Caio. O zagueiro, então, tentou dar um chutão, mas foi desarmado. Na sequência, o equatoriano esbanjou categoria.

Em determinado momento, os cariocas chegaram a ter 70% de posse em pleno Independência.

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