Mansur: Sorteio bom para o Flamengo

O GLOBO: Por Carlos Eduardo Mansur

Criada em 1913 e jogada pela primeira vez em 1914, a Copa Roca era um troféu disputado em jogos amistosos entre Brasil e Argentina. Sua periodicidade nunca foi definida, mas a taça foi jogada 12 vezes até 1976, antes de ser reeditada sob o nome de Superclássico das Américas em 2011. É numa espécie de Copa Roca de clubes que a nova versão da Libertadores ameaça se tornar. E o sorteio de ontem deixa isso mais claramente desenhado.

A quantidade de representantes e a disparidade econômica estão na base desta potencial dominação de brasileiros e argentinos. E o calendário que estende o torneio por toda a temporada — antes era jogado em apenas um semestre — permite que as equipes se montem, ganhem entrosamento e até reponham perdas no meio do ano: ou seja, a imprevisibilidade que antes caracterizava a Libertadores diminui.

Foto: Reprodução
É palpável, até mesmo provável, que os clubes brasileiros ocupem todo um lado da chave, assegurando a presença de um deles na final. O Flamengo é claro favorito diante do que os equatorianos do Emelec, assim como o Palmeiras é bem melhor do que os argentinos do Godoy Cruz. O Grêmio também tem time muito superior aos paraguaios do Libertad, ainda que tenha perdido para o rival em casa, na fase de grupos, e vencido fora. Neste último jogo, com time mais organizado, a imposição da equipe de Renato Gaúcho foi clara. Por fim, o Internacional é favorito diante do Nacional, do Uruguai.

Do outro lado da chave, Cruzeiro e River Plate fazem um duelo Brasil x Argentina de difícil prognóstico. Ambos são os gigantes que mais têm a lamentar o sorteio. Assim como pode reclamar da sorte o Athletico, que fez seu melhor jogo na fase de grupos diante do Boca Juniors, em casa. Mas perdeu fora, em jogo apertado. Tem condições de se impor, mas o reencontro num mata-mata promete ser duríssimo para os paranaenses.

Restam dois jogos, um deles entre LDU, do Equador, e Olimpia, do Paraguai, o que garante um "intruso" nas quartas. Mas há um outro jogo que tem boa chance de impedir que se repita o cenário do ano passado, em que sete dos oito classificados às quartas eram brasileiros ou argentinos. O San Lorenzo, que passou pela fase de grupos com dificuldade e futebol pobre, a ponto de demitir seu treinador nos últimos dias, não é favorito diante do organizado e competitivo Cerro Porteño, do técnico espanhol Fernando  Jubero. Mesmo assim, são grandes as chances de que ao menos seis brasileiros e argentinos cheguem às quartas. E que, neste ano, o domínio seja do Brasil. As melhores equipes do país vivem momento superior aos vizinhos de continente.

O que espera o Flamengo não é tão simples de definir. O Emelec teve um início terrível na Libertadores, com empates diante do Deportivo Lara, na Venezuela, e um 0 a 0 em casa com o Huracán, que terminaria o grupo na lanterna. Depois, veio a derrota em casa para o Cruzeiro e outro empate com os venezuelanos. Ou seja, o time não venceu em seu estádio, que tem capacidade para 40 mil pessoas e não se revelou um alçapão. O resultado mais notável foi a vitória sobre o Cruzeiro, no Mineirão, na rodada final. Na ocasião, no entanto, Mano Menezes poupou jogadores.

A campanha atribulada gerou uma troca de treinador e o espanhol Ismael Rescalvo assumiu o time há apenas três jogos: perdeu para Olmedo e Barcelona de Guayaquil pelo Campeonato Equatoriano, mas dirigiu o time na vitória sobre o Cruzeiro. No torneio local, o Emelec é décimo colocado após 13 rodadas, com apenas cinco vitórias. Especialmente na defesa, a equipe parece pouco confiável.

No  entanto, a Libertadores tem um aspecto traiçoeiro. Até os confrontos das oitavas de final, serão mais de dois meses. O Emelec fez grande investimento em jogadores, especialmente para o setor ofensivo. Mas o time ainda não aconteceu. Agora, Rescalvo terá tempo para trabalhar. Bryan Angulo é um centroavante de boa imposição física e há boas opções ofensivas. Entre elas, está Cabezas, de passagem curta pelo Fluminense. Resta saber se Rescalvo dará forma ao time.

O Emelec fez grande investimento em jogadores, especialmente para o setor ofensivo.

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