Discurso e postura de Jesus inversa a de Abel encanta o Flamengo

O GLOBO: O encantamento coletivo que tomou conta do Flamengo vai da diretoria até a arquibancada. O motivo é Jorge Jesus, que precisou de poucas palavras para ganhar pontos dentro do clube. Bem avaliado após a sua primeira entrevista coletiva, concedida na última segunda-feira, o português chamou atenção pelo seu discurso.

Frases como "ganhar não é o bastante e "vim trabalhar por paixão" marcaram o seu contato inicial. Também não foram poucas as vezes onde tratou de exaltar o clube, a diretoria e a torcida. Internamente, a reação foi bem avaliada por conseguir se desgarrar da imagem de Abel Braga.

- Quando você treina uma equipe como o Flamengo, uma das melhores equipes de um país, os torcedores querem, além da vitória, qualidade de jogo. Ganhar somente não é o bastante. Isso é normal. Quem joga no Flamengo tem que perceber essa exigência, que é preciso além da vitória - disse o português.

Jorge Jesus e Marcos Braz no Flamengo - Foto: Alexandre Vidal
A diferença nos discursos foi o que mais chamou atenção na comparação entre Jorge Jesus e Abel Braga. O ex-técnico rubro-negro foi bastante questionado pela falta de 'timing' nas suas declarações quando comandava a equipe. Elogios ao Fluminense e, principalmente, ao Beira-Rio - onde chegou a reiterar a sua opinião - minaram o ambiente.

- Para mim é absolutamente tudo muito normal. Eu acho o Beira-Rio lindo, eu participei da reinauguração, é o mais bonito, eu não sei se ele é mais bonito de dia ou noite, quando acendem as luzes, isso ninguém vai mudar na minha cabeça. Podem ficar p***, podem ficar chateados, podem falar, podem espernear, podem ter ciúmes, é o que eu acho e ninguém vai me fazer mudar de opinião. O que eu falo, eu assumo. Eu não faço média com ninguém - declarou Abel, na época.

A troca de cadeira no comando técnico do Flamengo deixou a sua primeira mensagem. Jorge Jesus deve estrear pelo Flamengo após a Copa América, no dia 10 de julho, quando enfrenta o Athletico, pela Copa do Brasil. Fora de campo, o português teve um bom pontapé inicial, mas sabe que precisará mais do que uma boa retórica para o seu discurso prevalecer dentro dele.

Frases como "ganhar não é o bastante e "vim trabalhar por paixão" marcaram o seu contato inicial.

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