Flamengo vence "na marra", mas mostra que Jesus terá trabalho

GLOBO ESPORTE: Não foi uma exibição de encher os olhos do torcedor de Brasília, mas o Flamengo venceu merecidamente o CSA, por 2 a 0, no Mané Garrincha. O time foi valente e construiu a vitória na persistência – foram 25 finalizações e 15 chances reais de gol. A atuação, no entanto, esteve longe de ser convincente e mostrou que Jorge Jesus terá trabalho para ajustar a equipe durante a Copa América.

A fragilidade do CSA facilitou e o Flamengo venceu com méritos, mesmo com sete desfalques - cinco titulares. Não dá para afirmar, porém, que foi uma vitória tranquila. Até pela demora de conseguir furar a retranca adversária. O primeiro gol, de Vitinho, saiu apenas aos 20 minutos do segundo tempo.

Bruno Henrique em CSA x Flamengo - Foto: Alexandre Vidal
Mas poderia ter saído bem antes. Desde o início o Flamengo tentou. Subiu a marcação, pressionou, teve quase 70% de posse de bola, mas, novamente, pecou no ato final. Ora com o último passe ora com a finalização, o Rubro-Negro tem errado e encontrado dificuldades para fazer o gol. Foi assim contra o Corinthians e Fluminense. Afobado e, por vezes, ansioso, o time não consegue ser letal.

No entanto, além dos três pontos, há pontos positivos a serem aproveitados da vitória.

- Vitinho mais uma vez entrou bem. Apesar das vaias – inexplicáveis neste jogo -, o camisa 11 se movimentou muito e, ao lado de Everton Ribeiro, foi quem mais buscou o jogo no ataque rubro-negro. Provou ser importante para o elenco e foi coroado com o gol. Hoje, se está fora do time, é mérito da concorrência.

- Everton Ribeiro vive uma fase esplendorosa. Melhor jogador do Flamengo na temporada, jogou centralizado devido às ausências de Arrascaeta e Diego e foi decisivo. Teve participações importantes nos dois gols e mostrou que também pode jogar como armador, dando mais opções à comissão técnica.

- Mais um jogo sem sofrer gols. Desde a saída de Abel Braga o Flamengo não é vazado. Foram quatro jogos sob o comando do interino Marcelo Salles em que a defesa saiu ilesa.

Há também lições da vitória sobre o CSA. Pontos que precisam ser ajustados por Jorge Jesus para a sequência da temporada. O segundo semestre, como tem acontecido todos os anos devido ao calendário do futebol brasileiro, será repleto de decisões. E para os grandes jogos, contra adversários mais fortes, ainda há muito a corrigir.

- Não é de hoje que o Flamengo perde muitos gols. Isso tem sido uma constante na temporada. Gols que não fizeram falta contra o CSA, mas provavelmente farão diante de adversários fortes, em jogos decisivos. O time precisa ser menos afobado para decidir as jogadas. Especialmente Gabigol.

- A sequência de jogos na ausência de Cuéllar fez bem a Piris da Motta. O paraguaio está mais seguro e tem sido incansável na marcação. É inegável, no entanto, sua dificuldade de construir jogadas. Com o paraguaio, o Flamengo perde muita qualidade na saída de bola, o que acaba comprometendo o time como um todo.

É inquestionável a qualidade do elenco do Flamengo, e a individualidade tem feito a diferença em vários momentos da temporada. A parte coletiva, no entanto, ainda deixa a desejar. O Flamengo teve bons momentos em Brasília, mas uma vez mais dependeu do talento de seus jogadores para vencer o jogo.

Não dá para afirmar, porém, que foi uma vitória tranquila. Até pela demora de conseguir furar a retranca adversária.

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