Quando o dinheiro sobra, os jovens perdem espaço

EXTRA GLOBO: Diogo Dantas e Rafael Oliveira

O quinto Fla-Flu do ano, às 19h, no Maracanã, é o retrato de uma cultura que impera no futebol brasileiro: o espaço dado aos novatos é proporcionalmente inferior à riqueza do clube. No milionário Flamengo, as pratas da casa perderam espaço diante de tantos jogadores de peso. Já o Fluminense ocupa não só o outro lado do campo como o dessa lógica. Sem dinheiro para contratações, recorre aos jovens para ter opções mesmo diante da crise.

Esta tendência se explica dentro da lógica de que a pressão por resultados é maior de acordo com o poder econômico do clube. Neste contexto, quanto mais atletas experientes, melhor. Por outro lado, a descoberta de talentos da base acaba prejudicada. No Fluminense, esta tem sido justamente a maior alegria da torcida.

Foto: Divulgação
Os tricolores estão em estado de encantamento com João Pedro. O atacante de 17 anos, já vendido ao Watford-ING, virou uma das principais promessas do futebol brasileiro. Nos últimos sete jogos, oito gols. O último deles, uma pintura de bicicleta que levou o duelo com o Cruzeiro, pelas oitavas da Copa do Brasil, para os pênaltis. O detalhe é que, há pouco mais de um mês, ele não era nem mesmo a primeira opção no banco.

Ao assumir o Fluminense, Fernando Diniz diminuiu o espaço para as crias de Xerém. Com o retorno de Pedro, recuperado de lesão, e as boas entradas de Marcos Paulo e do próprio João Pedro, deu o braço a torcer.

A crise financeira e as lesões recentes também influenciaram. Sem verba para reforços, o Fluminense abriu portas para jovens que não tinham espaço em seus clubes. Foi assim com Caio Henrique e Allan, hoje titulares absolutos, e Brenner. A média de idade do provável time que entrará em campo no clássico é de 23,3 anos. Bem abaixo da do Flamengo: 25,2.

No Fla, venda de joias financia medalhões

Com R$ 140 milhões em investimentos no elenco, o Flamengo optou por uma equipe repleta de medalhões. Ironicamente, a prática só foi possível graças às vendas de Vinícius Júnior e de Lucas Paquetá. Sem eles, o clube viu a base virar um complemento do time principal. Entre os titulares, só Léo Duarte é formado no clube. E, mesmo no banco, há opções milionárias.

No ataque, a venda de Uribe abriu brecha para Lincoln voltar a ser opção a Gabigol. Já no meio, Hugo Moura e Ronaldo até tiveram alguns minutos na temporada. Como coadjuvantes.

Nas laterais, Klebinho e Ramon estão no fim da fila. A contratação de Rafinha para a direita deixará o setor farto com Pará e Rodinei, que deve ser negociado. O clube ainda contratou João Carlos, do Bangu. Na esquerda, Trauco deve ser vendido após a chegada de um reforço do nível de Filipe Luis. Mas será Renê a primeira opção na reserva.

No milionário Flamengo, as pratas da casa perderam espaço diante de tantos jogadores de peso.

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