Bap justifica contratação de Abel e vê como positivo trabalho no Fla

GLOBO ESPORTE: Luiz Eduardo Baptista é uma das figuras centrais do Flamengo na gestão Rodolfo Landim. E seus poderes vão muito além da pasta que dirige.

Polêmico mesmo com raras aparições públicas, esteve diretamente relacionado a passagem de Abel Braga pelo Ninho do Urubu e admite ter papel determinante nos rumos do futebol. Fruto da interferência do chamado "Conselhinho do futebol", do que qual é peça influente em quinteto determinado após alianças políticas na última eleição presidencial. Nada que afete o futuro do departamento é definido sem a participação de BAP.

- O conselho do futebol do Flamengo tem cinco pessoas, entre elas o VP de futebol. O Marcos Braz representa o conselho no dia a dia do clube. O conselho decide tudo que é estrutural e de planejamento. Se o Flamengo for comprar um terreno ao lado do Ninho, é com o conselho. O Flamengo vai comprar um jogador, que é um ativo do clube, passa pelo centro de inteligência, que responde ao conselho. O conselho consensa se é um bom jogador ou não. Quem vai escalar? Não tem nada a ver com o conselho. Tudo que é ligado ao dia a dia operacional, é com o departamento de futebol. Tudo que for estrutural, é com o conselho. Vamos emprestar o Ronaldo? É com o conselho. Vamos vender o Matheus Sávio? É com o conselho. Ah, vamos punir o jogador que devia chegar segunda e chegou na quinta. Não é com o conselho, é com o departamento.


Foto: Divulgação
Ele ainda elogiou o trabalho de Abel Braga no rubro-negro.

- Assim como quando contratamos jogadores, definimos uma série de valências. Para treinador, fizemos a mesma coisa: não podia ser uma cara inexperiente, tinha que ser um cara vencedor, cascudo para aguentar porrada, pressão, com uma presença de personalidade importante junto aos jogadores e uma capacidade de gerenciar gente. É um processo dinâmico. Na ocasião, discutimos três nomes: Renato, Abel e Rogério Ceni. Ao Ceni, que faz um grande trabalho no Fortaleza, mas faltava quilometragem. Concentramos no Renato e no Abel, que foram abençoados pelo conselho e pelo Landim, que tem o voto de ouro para dizer sim ou não. O Renato tomou uma decisão pessoal de seguir no Grêmio. Escolhemos Abel porque achamos que era o melhor para o Flamengo. E os dois nomes foram unanimes no conselho, disse.

- O Abel deu uma contribuição importante. Preto no branco, ele entregou o que se esperava dele no primeiro semestre. Foi campeão carioca com relativa facilidade, classificou na Libertadores e deixou bem encaminhado na Copa do Brasil. Ele fez um escolha dele quando resolveu sair e cada um seguiu sua vida. É difícil falar sobre o futuro que não aconteceu. O resultado do trabalho reputo como muito bom. Na minha opinião, os desafios fora de campo foram até maiores, completou.

BAP foi incisivo ao esmiuçar os muitos temas marcados por suas digitais em seis meses e meio da gestão Rodolfo Landim. Se a queda de braço política com Marcos Braz é algo tratado com cuidado para que seja estancado nos bastidores, o vice de relações externas deixou claro o tamanho da influência do "Conselhinho" em decisões como a contratação de Abel, atuação no mercado e até mesmo escalação ou não tem time misto em polêmica que serviu de estopim para o pedido de demissão do antecessor Jorge Jesus.

- O Marcos Braz é parte do conselho do futebol e representa o conselho na gestão do dia a dia. Dever satisfação, eles devem sobre estrutura do CT, contratação de jogador, dispensa, a estrutura do departamento... Quando eles acham que precisa ter uma pessoa para dar assistência aos estrangeiros. Aprovamos essa posição. Agora, se vai poupar o Cuellar, um jogador que está com dores não vai viajar... No dia a dia, não tem interferência nenhuma do conselho. Houve um jogo do Carioca que o Abel decidiu colocar o Uribe no lugar do Gabigol. Houve interferência zero nisso. Agora, uma decisão que o conselho teve: vários clubes deram dez dias de férias aos jogadores e nós decidimos dar quatro ou cinco na parada para Copa América. Mas fomos consultados neste aspecto por não ser algo no dia a dia. A ingerência no dia a dia é nenhuma, disse Bap.

E deixou a cargo dos profissionais do departamento de futebol apenas decisões que se referem ao cotidiano do Ninho do Urubu.

- O Abel em determinado momento do ano demonstrou para imprensa que gostaria de ter uma sinalização da diretoria sobre escalar time principal ou poupar. Então, vamos lá: o que achamos conceitualmente? Não existe essa história de poupar jogador. O que existe é o atleta estar em uma situação delicada ou não. Entendemos que não faz sentido botar um time reserva. E isso foi dito para o Abel. Depois, houve um jogo que ele ganhou e disse: "Estamos pensando e vamos ter que poupar". Como ele tinha dito que queria uma luz, nós, do conselho de futebol, nos reunimos e discutimos com o Marcos (Braz) que entendemos que não tinha que poupar ninguém. Até porque, teria uma semana para descansar, revelou.

O Renato tomou uma decisão pessoal de seguir no Grêmio. Escolhemos Abel porque achamos que era o melhor para o Flamengo.

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