Blefe: Jornalista garante que o Flamengo não desistiu de Pedro

GILMAR FERREIRA: Não, o Flamengo não desistiu de contratar o centroavante Pedro, do Fluminense, de 22 anos, autor de 19 gols em 40 jogos do Fluminense em 2018.

A diretoria rubro-negra apenas repete com o jogador do Fluminense a estratégia adotada para chegada do uruguaio De Arrascaeta junto ao Cruzeiro.

E também a utilizada para a contratação do atacante Bruno Henrique, do Santos, ambas na virada do ano.

Operações construídas com a frieza e esperteza, como em toda negociação de grande porte.

Assim: os dirigentes oferecem aos representantes do jogador, extra-oficialmente, um salário quatro vezes maior para saber do interesse em jogar no Flamengo.

E depois procuram o clube detentor dos direitos econômicos para formalizar uma negociação amigável.

Pedro, atacante do Fluminense - Foto: Mailson Santana
Pedro já se deixou seduzir e, como nas ocasiões anteriores, há otimismo nos bastidores do Flamengo.

Trocando em miúdos: a boca do artilheiro do Fluminense foi adoçada com a oferta de um salário na faixa dos R$ 800 mil mensais, num contrato por cinco anos.

Ou seja: R$ 9,6 milhões por ano, R$ 48 milhões no total, foram premiações e bônus por metas alcançadas - Pedro recebe atualmente em torno de R$ 200 mil.

Ao Fluminense, segundo consta, enviaram proposta de compra de 35% dos direitos econômicos por € 10 milhões - R$ 43,8 milhões no câmbio atual.

Como os tricolores possuem 50% dos direitos, os outros 15% garantiriam mais uma quantia em futura negociação para o exterior.

Os números da oferta encaminhada ao Fluminense podem não ser exatamente esses em função do pedido de confidencialidade.

Não fosse a rivalidade entre as torcidas e o fato de ter uma diretoria recém-empossada, o negócio seria visto com bons olhos nas Laranjeiras.

O CT de Xerém tem produzido ótimos jogadores, os R$ 44 milhões ajustariam as contas, e o clube ainda teria 15% para faturar em negociações futuras.

Mas no futebol as relações comerciais obedecem a outros fatores importantes e a diretoria tricolor, reunida neste domingo, decidiu não aceitar a transação.

E foi o próprio presidente Mário Bittencourt quem anunciou que Pedro só sairá para clubes brasileiros com o pagamento da multa rescisória.

Pelo menos, dos R$ 110 milhões que o Fluminense tem direito no acordo com o Artsul Futebol Clube, dono da outra metade dos direitos econômicos.

A recusa, porém, não encerra a questão.

Pedro é um pedido de Jorge Jesus que o Flamengo quer atender.

Por isso, o técnico e o vice de futebol Marcos Braz discutirão a estratégia mais a fundo.

O português vê excesso de jogadores em determinadas posições e acha que o clube pode aproveitar a janela para fazer caixa.

E investir o dinheiro arrecadado nos 50% de um jovem promissor.

Mas e os outros 50%?, o leitor há de perguntar.

A outra metade está em poder do clube da Série B do Estado, cujos proprietários agem como investidores.

Seduzi-los com a compra de uma pequena fração e a manutenção de boa parte dos percentuais não seria tarefa desgastante.

Pedro é cotado para estar no Mundial do Catar em 2022 e nas projeções do mercado tem potencial para ser vendido pelo dobro do valor investido.

É um investimento de risco que Jorge Jesus avaliza sem medo de não dar certo no Flamengo.

Como os portugueses não costumam fazer mau negócio, o jogador, que já fez cinco jogos pelo Fluminense no Brasileiro, está ansioso pelo desfecho.

Mas, à partir de agora, ele terá papel fundamental para o êxito da negociação...

A boca do artilheiro do Fluminense foi adoçada com a oferta de um salário na faixa dos R$ 800 mil mensais, num contrato por cinco anos.

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