Fla oferece R$ 800 mil de salário a Pedro e R$ 44 milhões por 35%

GILMAR FERREIRA: A diretoria do Flamengo repete com o centroavante Pedro, de 22 anos, autor de 19 gols em 40 jogos do Fluminense em 2018, a estratégia adotada para contratar o uruguaio De Arrascaeta e o atacante Bruno Henrique, na virada do ano: oferece aos representantes do jogador um salário quatro vezes maior e, depois, procura o clube detentor dos direitos econômicos para formalizar uma negociação amigável. Como nas ocasiões anteriores, há otimismo.

Trocando em miúdos, significa dizer que os rubro-negros adoçaram a boca do artilheiro tricolor com um salário na faixa dos R$ 800 mil mensais (Pedro recebe atualmente cerca de R$ 200 mil) num contrato por cinco anos e encaminharam ao tricolor a compra de 35% dos direitos econômicos do jogador por 10 milhões de euros (R$ 43,8 milhões).

Como o rival detém 50% dos direitos, os outros 15% garantiriam mais uma quantia numa futura negociação.

Foto: Divulgação
Não fosse a rivalidade entre as torcidas e o fato de ter uma diretoria recém-empossada, o negócio seria visto com bons olhos.

O CT de Xerém tem produzido ótimos valores, os R$ 44 milhões ajustariam as contas, e o clube ainda teria 15% para faturar em negociações futuras.

Mas, no futebol, as relações comerciais obedecem a outros fatores importantes, e a diretoria tricolor, reunida ontem, decidiu que Pedro só sairá para clubes brasileiros com o pagamento dos R$ 110 milhões da rescisão (algo em torno dos 25 milhões de euros).

Isso, porém, não encerra a questão. Pedro é um pedido de Jorge Jesus que o Flamengo quer atender, e hoje o técnico e o vice de futebol Marcos Braz discutirão a questão.

Esperto, o português vê excesso de jogadores em determinadas posições e acha que o clube pode aproveitar a janela para fazer caixa. E como já ofertou R$ 44 milhões para ter 35% dos 50% em poder do Fluminense, talvez seja bom negócio investir o dinheiro da venda de alguns jogadores nos 50% de um jovem promissor.

“Mas e os outros 50%?”, o leitor há de perguntar.

A outra metade está em poder do Artsul Futebol Clube, da Série B do Rio, cujos proprietários agem como investidores.

Seduzi-los com a compra da fração e manutenção de boa parte dos percentuais não seria tarefa desgastante.

Pedro é cotado para estar na Copa do Catar em 2022 e, nas projeções do mercado, tem potencial para ser vendido pelo dobro do valor investido, se der certo no Flamengo.

É um investimento de risco que Jorge Jesus avaliza sem medo. Como português não costuma fazer mau negócio, o jogador está ansioso pelo desfecho.

Pedro é um pedido de Jorge Jesus que o Flamengo quer atender, e hoje o técnico e o vice de futebol Marcos Braz discutirão a questão.

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