Flamengo: Jesus muda função do 1º volante e indica verticalidade

COLUNA DO FLA: Por: Higor Neves

O técnico Jorge Jesus chegou ao Flamengo há cerca de um mês e, desde então, tem trazido diversas inovações para a equipe tanto nos métodos de trabalho, quanto nas ideias empregadas em campo. Agora utilizando a formação com base em um 4-1-3-2, o português quebrou a ‘hegemonia’ do 4-2-3-1 (e suas variações) implantado desde que Muricy Ramalho passou pelo clube. Dentre as mudanças táticas, alguns jogadores – mesmo que mantidos no lugar de origem – passaram a ter funções diferentes. Esse é o caso da posição de primeiro volante.

Pegando como base a dupla Arão-Cuéllar, que atuou junta na maior parte das últimas temporadas – apenas em 2018, com a titularidade de Paquetá, a dupla se desfez – era comum ver um volante mais preso à defesa, enquanto o outro apoiava ofensivamente. Agora, porém, o segundo volante se apresenta como um homem mais fixo em posição à frente do meio campo, ainda com postura ofensiva, mas mais como organizador do que como um homem surpresa. Tal fator implica também que o primeiro volante passe a ter mais obrigações com a bola no pé, precisando participar da construção das jogadas, sem reter a bola e com menos burocracia.

Pegando como comparação partidas do primeiro semestre, é possível perceber que, além de os volantes mais recuados segurarem mais a posse de bola, eles apresentavam uma menor quantidade de passes. Ou seja, havia menos verticalidade e mais contenção da posse. Isso pode ser notado a partir da comparação as partidas contra Fortaleza, na 7ª do Brasileirão, e ante o Goiás, no último domingo (14), pela 10ª rodada.

Contra o time da capital cearense, Cuéllar, responsável pela posição de primeiro volante, realizou 66 passes e teve a posse de bola durante 7,09% da partida, na qual o Fla terminou com 61% da posse ao fim dos 90 minutos. Já contra o Goiás, na qual o Rubro-Negro terminou com 67% da posse, Arão e Cuéllar (ambos atuaram como primeiro volante) somaram apenas 57 passes e 5,26% do tempo com a bola nos pés. Desta forma, é possível perceber que, mesmo em um jogo que o time teve mais a bola, o primeiro volante ficou menos tempo com ela, indicando um maior domínio dos atletas do setor ofensivo.

A mudança representa também uma diferença de postura dos laterais. Agora mais ofensivos, os atletas que atuam pelas alas passam a “alargar” o campo e chegarem à linha de fundo. Pegando as mesmas partidas como comparação, é possível perceber que, no jogo contra o Fortaleza, Pará e Trauco, apesar de avançarem, tiveram mais frequência em um setor menos ofensivo. Já encarando o Goiás, Rafinha e Trauco foram presenças constantes no ataque, explorando as extremidades.

Ainda tentando fazer com que os jogadores entendam sua filosofia de jogo, Jorge Jesus tem como próximo desafio levar o Flamengo à semifinal da Copa do Brasil. Na próxima quarta-feira (17), ele comanda a equipe no jogo de volta da fase de quartas de final, contra o Athletico Paranaense. Com o empate em 1 a 1 na primeira partida, que foi disputada na Arena da Baixada, o Fla espera fazer valer o fator casa para garantir a classificação no Maracanã.

Mapa de calor de Pará em Flamengo 2×0 Fortaleza
Mapa de calor de Trauco em Flamengo 2×0 Fortaleza


Mapa de calor de Rafinha em Flamengo 6×1 Goiás

Mapa de calor de Trauco em Flamengo 6×1 Goiás

Jorge Jesus tem como próximo desafio levar o Flamengo à semifinal da Copa do Brasil.

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