Flamengo mostra como é gostoso saber correr riscos

ENTRE AS CANETAS: Por Ricardo Gonzalez

Até a Copa América, o técnico do Santos, Jorge Sampaoli era exaltado por aqui por ser o único treinador da Série A que fazia as mudanças que fossem necessárias - ou até não as fazia - para o time vencer. Fosse jogando em casa ou fora, contra times mais fortes ou mais fracos, o Santos joga para vencer. Agora, outro estrangeiro faz companhia ao argentino na defesa do conceito de que a melhor defesa é o ataque. Há quem chame de irresponsabilidade, eu chamo de um sabor doce de correr riscos.

Já contra o Athletico, em Curitiba, depois de um primeiro que serviu só para Jesus observar com o Flamengo jogava e não deveria mais jogar, ele botou o time para atacar - coisa que poucos se atrevem a fazer na Arena da Baixada. Empatou o jogo e por pouco não virou. Isso com William Arão jogando como único marcador genuíno - isso, para mim, é o mais inacreditável dentre o que o português já fez.

Jogadores do Flamengo comemorando gol - Foto: André Mourão
Contra o Goiás o placar fala por si. Eu participava do programa Tá na Área, com Carlos Cereto, na hora do jogo, e colocamos no ar os últimos cinco minutos do jogo do Maracanã. E o placar gritava 6 a 1, e o Flamengo correndo, brigando, atacando, e poderia, naqueles cinco minutos, ter feito mais dois. Com todo o poderio ofensivo, o time marcava. O primeiro e o quarto gol, por exemplo, nascem de roubadas de bola na altura da intermediária do Flamengo. Feitas por quem? Por um dos 500 cabeças-de-área usados pelos técnicos anteriores do time - ou de muitos que militam na Série A? Não. Por Diego, por Éverton Ribeiro, por Arrascaeta.

Contra o Athletico e o Goiás, o Flamengo tomou alguns contra-ataques perigosos, no segundo caso chegou a levar uma bola na trave. Qual é o problema? É do jogo. Ou alguém acha que algum time vai passar 90 minutos sem ser atacado? Para mim o grande trabalho de Jorge Jesus não é parar de atacar, muito menos trocar o prazer da torcida com risco, do que a segurança com o tédio do torcedor. O problema é correr riscos sabendo que Trauco, Arão, Rodrigo Caio, eventualmente Rodinei, Pará terão de ficar no mano a mano com atacantes, ou sendo os últimos homens com a bola dominada e cercados por dois ou três oponentes.

O primeiro milagre, com Willian Arão, acho que ele já fez. Com Rodrigo Caio ele já viu o que pode acontecer. Mas se o mundo foi feito pacientemente em seis dias, o português tem muito mais tempo para fazer esse time do Flamengo fazer a Nação feliz.

Já contra o Athletico, em Curitiba, depois de um primeiro que serviu só para Jesus observar com o Flamengo jogava e não deveria mais jogar.

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