Rafinha e Jesus fazem estreia de fogo em palco difícil para o Fla

GLOBO ESPORTE: Quase um mês após a vitória sobre o CSA, em Brasília, o Flamengo volta a campo nesta quarta-feira, às 21h30, contra o Athletico-PR, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Oportunidade para a torcida, mesmo pela televisão, matar saudades e conhecer as novidades que o clube trouxe para o segundo semestre. As atrações são as estreias do técnico Jorge Jesus e o lateral Rafinha.

O cenário é desafiador. Jorge Jesus e Rafinha vão estrear em condições adversas, em um palco em que o Flamengo, tradicionalmente, não costuma ir bem. O jogo de volta acontece no dia 17, no Maracanã.

- Temos um novo sistema, todos viram que mudou bastante. Muitas ideias conseguimos colocar em prática (no jogo-treino), mas outras nem tanto, como é natural para um começo de trabalho. No geral acho que foi positivo. A vontade de todos de acertar foi muito grande. Por outro lado, temos que chegar para esse jogo contra o Athletico melhores e mais automatizados nos nossos movimentos. Isso vai acontecer - garantiu o capitão Diego.

Foto: Divulgação
Mas o que esperar desse novo Flamengo, após três semanas de treinos com Jorge Jesus? Há motivos para temer o Athletico, na Arena da Baixada? Listamos os motivos para a torcida ficar de olho e os fatores de alerta para o treinador português e seus comandados.

Um português cheio de novidades

A estreia do treinador atrai holofotes do Brasil a Portugal. Todos estão curiosos e ansiosos para saber como o português se sairá no futebol brasileiro. Em três semanas de treinos, já deu para perceber que Jesus chegou ao Rio de Janeiro com a intenção de revolucionar. Mudou a rotina do clube, os métodos e equipe de trabalho, intensidade, esquema tático e até o monitoramento dos atletas fora dos gramados. Resta saber se tudo isso trará resultados em campo. O primeiro teste será nesta noite, em Curitiba.

Flamengo de cara nova?

É grande a expectativa para saber como o time se comportará com a cara de Jorge Jesus. O treinador aboliu o tradicional 4-3-3, predominante há anos no Flamengo e no futebol brasileiro.

Nos treinos vem adotando uma espécie de 4-1-3-2, com apenas um volante fixo de marcação (Cuéllar). Willian Arão perdeu espaço, e o time terá Diego e Arrascaeta juntos, algo raro no primeiro semestre. O camisa 10, por sua vez, com mais obrigações defensivas. Na prática, Jesus quer que todos ajudem a marcar e atacar. Bruno Henrique e Gabigol formam a linha de frente. Vitinho terá oportunidade na vaga de Everton Ribeiro. O camisa 7 perdeu boa parte da intertemporada por conta de lesão e inicia no banco.

Novidade pela direita

Após uma longa negociação, que perdurou durante todo o primeiro semestre, Rafinha foi contratado e chega com status de titular. Hoje, o camisa 13 fará sua estreia, e a expectativa é que chegue para tomar conta da lateral-direita, posição que há anos vive um rodízio entre Pará e Rodinei, ambos alvos de críticas da torcida.

Com extensa experiência de 14 anos na Europa – oito deles no Bayern de Munique -, a expectativa é para saber como Rafinha se adaptará na volta ao futebol brasileiro. A sua última temporada em gramados do país foi em 2005, com a camisa do Coritiba.

Grama sintética preocupa

O gramado da Arena da Baixada tem sido uma constante dor de cabeça para os adversários. O único campo de grama sintética da Série A do Brasil costuma favorecer o Athletico-PR, acostumado a jogar no local.

O Flamengo, por exemplo, nunca venceu no estádio desde que a grama da Arena da Baixada passou a ser sintética, em 2016. No ano passado, o time carioca perdeu por 3 a 0 no local. O time não fez nenhum treino em gramado artificial antes do confronto desta quarta.

Pesadelo paranaense

Com ou sem grama sintética, o palco do jogo desta quarta sempre foi um pesadelo para o Flamengo. Desde 1999, quando o estádio foi totalmente reformado e rebatizado como Arena da Baixada, foram 19 jogos, com 13 derrotas e cinco empates. A única vitória ocorreu em 2011, quando o time carioca venceu por 1 a 0, pela Sul-Americana, com gol de Ronaldinho Gaúcho.

As derrotas, em algumas ocasiões, foram significativas. Em seis dos 19 jogos no estádio o Flamengo sofreu três ou mais gols. Ao todo, foram 37 gols sofridos (1,95 por jogo) e apenas 13 marcados (0,7 por jogo). O aproveitamento do Flamengo na Arena da Baixada é de somente 14% dos pontos disputados.

Furacão, um mandante temido

O retrospecto é horroroso, porém, mais do que o histórico na Arena da Baixada, a preocupação deve ser o time do Athletico. Em grande momento, o atual campeão paranaense e da Copa Sul-Americana é uma equipe difícil de ser batida em casa.

Em 2019, Athletico disputou 21 jogos na Arena da Baixada, venceu 16, marcou 43 gols e sofreu apenas 12. O temido Boca Juniors, por exemplo, perdeu por 3 a 0 na Libertadores. O time principal não perdeu nenhum jogo oficial no estádio, neste ano. Mas foi derrotado em amistosos contra Cerro Porteño e Corinthians. O time de aspirantes também perdeu duas vezes no estadual.

Outro fator desagradável é o frio. O inverno chegou ao Brasil, e em Curitiba a temperatura costuma despencar nesta época do ano. Ao longo da semana, a mínima registrada foi de 4º C da capital paranaense. Na hora do jogo, no entanto, a previsão é que os termômetros marquem 11º C. A sensação térmica costuma ser pior.

Jorge Jesus e Rafinha vão estrear em condições adversas, em um palco em que o Flamengo, tradicionalmente, não costuma ir bem.

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