Repórter portuguesa comenta repercussão de Jesus no Flamengo

SPORTV: O Redação SporTV da manhã desta sexta-feira contou com uma participação especial: a jornalista portuguesa Irene Palma, do diário 'A Bola", que está no Brasil para acompanhar os passos de Jorge Jesus à frente do Flamengo. Completaram a mesa Tim Vickery e Xico Sá, com apresentação de Rodrigo Rodrigues.

Irene Palma afirmou que ainda sente dúvidas em relação ao fato de ser um técnico estrangeiro, português, mas assegurou que o treinador veio para o Rio de Janeiro por escolha e revelou que, antes de topar negociar, esteve no país para ver um jogo do Flamengo.


- Ele veio não foi porque estava na Europa sem fazer nada. Não veio a passeio. Ele veio porque houve um primeiro contato. Veio ver um jogo sem ninguém saber. O Flamengo é um dos grandes do mundo e queria treinar aqui. Depois de ver o jogo, ele falou "ok, vamos tentar chegar a um acordo". Ele tinha outras propostas na Europa, outros valores, e escolheu vir para o Brasil - disse Palma.

A jornalista portuguesa brincou com a forma enérgica e inquieta de Jorge Jesus dirigir a equipe do banco de reservas. Na verdade, ela avisou que o Flamengo pode colocar o banco à venda, porque Jesus simplesmente não o usa.

- Ele não senta um segundo no banco, podem tirar o banco. Saca o banco, vende, faz qualquer coisa. Também falaram sobre a forma como ele falou com o Arão. É assim com todo mundo - disse.

- É um paizão, mas um paizão que cobra - completou a portuguesa.

Vickery, por sua vez, enxerga na chegada de técnicos estrangeiros a oportunidade para o futebol brasileiro evoluir com outras maneiras de jogar e trabalhar.

- Tem uma safra de treinadores querendo mudar. Jorge Jesus é um deles. Quer defender de uma outra maneira, para ter a bola, não somente interromper o jogo. Isso implica riscos. O Flamengo teve uma certa sorte (contra o Athletico-PR), especialmente no lance do Diego Alves. O futebol brasileiro doméstico ficou muito arcaico, espaçado. Uma filosofia nova é muito bem vinda. Mas vai correr riscos para chegar onde quer chegar.

Irene Palma lembrou de uma conversa com o zagueiro Luisão, que trabalhou com Jorge Jesus em Portugal:

- Lembrei de uma entrevista com o Luisão. Se perguntar a ele qual foi o treinador mais importante da carreira, foi o Jesus. Ele já tinha anos de Benfica e de Seleção. Ele diz uma coisa sobre o JJ: "Ele quando chegou ao Benfica, ele mostrou o que eu não sabia. Aprendi com ele, me corrigiu, me mostrou naquela altura da carreira que eu ainda podia ir mais alto". Deixem ele trabalhar. Não achem que não pode ajudar nada, pode ajudar muito.

Ainda assim, Vickery afirmou que haverá "uma turma" torcendo contra o sucesso de Jorge Jesus no Brasil, e Xico Sá emendou:

- Se o Sampaoli vai bem no Santos, e o Jesus vai bem no Flamengo, complica a tese que técnico estrangeiro não vai bem no Brasil.

Ela revelou que, antes de topar negociar, esteve no país para ver um jogo do Flamengo.

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