Veja quanto cada clube brasileiro investiu e o que ganhou em 2018

BLOG DO RODRIGO CAPELO: Campeão do Campeonato Brasileiro, semifinalista da Copa do Brasil e semifinalista da Libertadores. Não está difícil para a torcida do Palmeiras perceber que dinheiro compra felicidade – proporcionada por dezenas de bons jogadores e probabilidade de título em toda competição que o clube disputa. O time mais caro é também o mais vitorioso. E para o restante das torcidas? A correlação entre dinheiro e resultado esportivo persiste, embora nem todo mundo possa ser campeão? E, se persiste, quais são as equipes mais eficientes do país?

O GloboEsporte.com puxou dos balanços financeiros de toda a primeira divisão de 2018 seus gastos com remunerações do futebol profissional. Uma soma que inclui salários registrados em carteira de trabalho, encargos cobrados pelo governo, direitos de imagem e de arena.

Partindo do pressuposto de que melhores jogadores têm salários mais altos, é de se esperar que maiores despesas possibilitem resultados melhores em campo. Pois é exatamente esta uma das conclusões que a comparação entre dinheiro e campo permite chegar. Não apenas o Palmeiras obteve os melhores resultados a partir da qualidade de seus jogadores, os mais caros do país, os quatro semifinalistas da Copa do Brasil são exatamente os quatro que mais gastam com salários no futebol profissional. Cruzeiro, Corinthians e Flamengo.


Repare na tabela abaixo como a colocação do clube na lista de salários está próxima da alcançada no Campeonato Brasileiro. Cruzeiro e Corinthians, ineficientes na principal competição, foram finalistas da Copa do Brasil e jogaram a Libertadores. A opção por priorizar certo campeonato ajuda a explicar a diferença em circunstâncias como essas.

No outro extremo da tabela, três dos quatro rebaixados para a segunda divisão estavam também entre os que menos gastavam com jogadores. América-MG, Vitória e Paraná. E o quarto rebaixado, o Sport, estava próximo daquele que conseguiu escapar do rebaixamento, o Ceará.


A ponderação entre custos e resultados esportivos também contribui ao indicar quem fez melhores ou piores trabalhos no departamento de futebol. Alguns se destacam consistentemente, como o Grêmio, que deixou para trás adversários com mais dinheiro aplicado em todas as três competições que disputou. É também o caso do Athletico-PR, campeão da Copa Sul-Americana com apenas a 12ª folha salarial mais alta do país. O Botafogo, apesar da eliminação precoce na Copa do Brasil, também foi além do que seu dinheiro permitia no Brasileiro.

Enquanto há clubes que fazem muito com pouco, há clubes que conseguem pouco, embora tenham condições financeiras de ir além. Endividado e frequentemente com salários atrasados, fatores que certamente têm influência sobre os resultados, o Vasco quase foi rebaixado no Brasileiro. Mas tem um custo cujo resultado natural deveria ser o meio da tabela, quando comparado aos adversários.

O objetivo aqui é razoavelmente simples. As áreas de marketing, comercial e financeira, além da própria presidência, têm a responsabilidade de conseguir a maior quantidade de dinheiro possível para gastar com os melhores jogadores. Por sua vez, o departamento de futebol está incumbido de fazer as melhores contratações e alcançar os melhores resultados que o dinheiro pode comprar. Eficiência é a palavra para clubes que não têm o mesmo porte de Palmeiras, Corinthians e Flamengo. Mais fácil falar (ou escrever) do que fazer, certamente.

Os quatro semifinalistas da Copa do Brasil são os quatro que mais gastam com salários no futebol: Palmeiras, Cruzeiro, Corinthians e Flamengo.

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