Agora, é outra história

VIDA REAL: Por Maurício Saraiva

Entre o início avassalador e o fim assustador, o Flamengo viveu todos os cenários que representam exatamente seu estágio como time. Nos primeiros 20 minutos, houve um Flamengo competente, concentrado, veloz e, às vezes, avassalador como consta na primeira frase desta coluna. Depois, o Emelec foi conseguindo entrar no jogo porque, afinal, aquela intensidade do anfitrião não seria mantida por tempo indeterminado, ainda mais que não era o time mais titular que o Flamengo tem e sim o possível diante de tantos desfalques.

Depois do intervalo, o contexto mudou preocupantemente para os 70 mil flamenguistas que lotavam o Maracanã. O Emelec, nada mais do que um time médio, conseguiu enfrentar o Flamengo no campo do Flamengo e levou perigo. Poderia ter feito o gol que obrigaria o time carioca a marcar quatro gols para se classificar. A queda de produção física do Flamengo impressionou.

"Até que a morte nos separe", diz faixa de torcedor do Flamengo - Foto: Marcelo Cortes
Depois, a frieza misturada à emoção de cada jogador que cobrou pênalti levou o Flamengo às quartas de final. Diego Alves pegou pênalti, foi contratado para isso. Rafinha converteu e vibrou como se tivesse nascido na Mangueira e sido Flamengo desde o primeiro choro. William Arão, que nem cobrou pênalti, vibrava como um torcedor de arquibancada a cada cobrança convertida.

O Flamengo, tantas vezes acusado com razão de reagir pouco ou mal à dificuldade, se superou para ganhar nos pênaltis. Agora, é outra história. O enfrentamento com o Inter é jogo de Brasileirão ou Copa do Brasil, embora com relevância de Libertadores. Vou deixar de manchete o que renderá outra coluna adiante: o Flamengo tem melhores jogadores do que o Inter, mas os gaúchos são favoritos à vaga.

O Flamengo, tantas vezes acusado com razão de reagir pouco ou mal à dificuldade, se superou para ganhar nos pênaltis.

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