Após demonstrações de apoio, torcida do Fla explode com vaga

GLOBO ESPORTE: A receita "Flamengo + Maracanã lotado" na maioria das vezes foi sinônimo de sucesso ao longo da história. Mas em 2019 a relação arquibancada cheia e resultado não estava tão diretamente proporcional assim. Embora a torcida venha comparecendo em grande número a quase todos os jogos, justamente nos maiores públicos aconteceram as maiores decepções: a derrota para o Peñarol na fase de grupos da Libertadores, diante de 66.716 pessoas, e a eliminação nos pênaltis para o Athletico-PR na Copa do Brasil, com 69.980 no estádio.

Para enfrentar o Emelec na quarta-feira, pelas oitavas de final da Libertadores e com desvantagem de dois gols do jogo de ida no Equador, os ingressos já estavam esgotados dois dias antes. Desta vez, foram 67.664 rubro-negros que sofreram, vibraram com os dois gols de Gabigol que deixou tudo igual no placar agregado, mas ficaram apreensivos quando a decisão mais uma vez foi para os pênaltis. Só que agora o final foi feliz e espantou a "sina" do Maracanã lotado.



Do mosaico para a vida real

A entrada dos jogadores em campo foi com mosaico na arquibancada e a mensagem: "Jogaremos juntos!". Promessa que não ficou só no papel. Os rubro-negros realmente "jogaram juntos" e começaram cedo, muito antes de a bola rolar. Já na chegada do ônibus ao estádio, um grupo de torcedores fez um "corredor de fogo" com sinalizadores como forma de incentivo.


Já dentro do Maracanã, a torcida vibrou como se fosse um gol quando Everton Ribeiro apareceu no telão. O meia, que voltava de lesão no pé esquerdo, foi o mais festejado no anúncio da escalação junto com o artilheiro Gabigol.

Quando a bola rolou, foi a torcida que empurrou o time, ou a equipe que levantou o público? É como tentar responder aquela clássica pergunta: quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? Fato é que com nove minutos de jogo já estava 1 a 0. Gabigol, de pênalti, para explosão dos rubro-negros.

Mais nove minutos e já estava 2 a 0. Gabigol de novo, levando os torcedores ao delírio e revertendo a desvantagem que nem o mais otimista rubro-negro imaginava acontecer tão rápido. Os gritos de "oh, vamos virar, Mengo" eram os mais frequentes na arquibancada. Para isso, faltava um.

O Emelec esfriava o jogo como podia, e tome vaia para a cera do goleiro Dreer em cada tiro de meta. Exceto por um contra-ataque que por pouco não terminou em finalização no fim, os equatorianos nada produziram no primeiro tempo. E o Flamengo foi para o intervalo sob aplausos.

Mas o que era confiança se transformou em preocupação na etapa final. O chute de Queiróz que tirou tinta logo no primeiro minuto fez o Maracanã calar por alguns segundos. O Flamengo já não conseguia atacar tanto, e quando teve uma chance clara, Thuler errou a mira. Ninguém acreditou.

Gabigol comemorando gol com a torcida do Flamengo - Foto: Pedro Martins
Apesar dos sustos, os rubro-negros continuaram participativos. Aplaudiram quando Jorge Jesus chamou Arrascaeta e Reinier para entrar; ovacionaram as saídas dos exaustos Everton Ribeiro e Gabigol; xingaram o árbitro argentino Néstor Pitana por um cartão injusto dado a Willian Arão...

Porém, o gol não saiu mais, e a decisão foi para os pênaltis. E aí, só "gelo no sangue" para aguentar o sentimento coletivo de apreensão. "De novo não". Mas seguiram apoiando e gritaram o nome de Diego Alves, vaiado contra o Botafogo, antes do início das cobranças.

Arrascaeta converteu a sua e foi ovacionado. Renê também, embora em gritos mais tímidos. Depois Rafinha. Mas a explosão mesmo foi quando Diego Alves defendeu a cobrança de Arroyo. "Ah, Diego Alves! Ah, Diego Alves!" ecoavam. Até uma bomba estourou neste momento na Norte.

E quando Queiróz carimbou o travessão, a festa tomou conta do Maracanã com as tradicionais músicas: "Festa na favela"; "Que torcida é essa?"; "O campeão (Domingo eu vou ao Maracanã...)"; "Vou festejar" e "Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, Mengo, seremos campeões". O sonho do bi continua de pé.

E o Flamengo foi para o intervalo sob aplausos.

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