Diretoria do Flamengo não costuma falar com Jorge Jesus?

ENTRE AS CANETAS: Por Ricardo Gonzalez

É tão surreal que cheguei a pensar se o técnico Jorge Jesus não estaria brincando, ou exagerando um pouco, na entrevista que deu à Conmebol, em que afirmou que só bem recentemente descobriu que a Libertadores era prioritária para o Flamengo em relação ao Campeonato Brasileiro. Fiquei imaginando sobre o que, além de jogadores e valores de remuneração, conversaram os cartolas do futebol rubro-negro e o técnico quando acertaram sua vinda para o Brasil. Mas acho que o português falou sério e, embora não tenha havido tempo para grandes prejuízos, bom para os torcedores, do clube, é o tipo de situação que não pode acontecer.



O que se deu no caso foi o equivalente àquela falha de zagueiros que ocorre pelo chamado "deixa que eu deixo". Para os dirigentes do Flamengo, priorizar a Libertadores é tão óbvio que eles acharam que qualquer pessoa no planeta pensaria igual. Para Jesus não é assim, porque ele é português e foi formado numa cultura futebolística em que o ápice é ser campeão nacional. Isso, sim, é óbvio: por mais gigantes que sejam Benfica, Porto e Sporting, a possibilidade de título em competições continentais (leia-se Champions League) é pequena. Já o título nacional é quase uma obrigação, já que as chances começam em 33%. Perder o campeonato português provoca crises, perder o Brasileiro provoca um "ano que vem tem outro".

Não digo que a Libertadores não seja importante, mas gosto de como Jesus vê o campeonato "da liga". O Brasileiro deveria ser o principal campeonato do país, o Flamengo, por sua grandeza, deveria lutar pelo título em todos os anos. Definitivamente não gosto da realidade de que o Brasileiro é o primeiro a ser jogado às favas pelos grandes do país quando um mata-mata se avizinha - e nesse aspecto o Grêmio de Renato Gaúcho é hors-concours.

Mas a realidade nacional é essa e Jorge Jesus tinha de ter sido claramente informado desde o início. Agora já sabe. E ainda tem tempo para trabalhar nessa "nova" realidade - porque está nas quartas de uma competição, e no G-3 da outra. Eu torço muito somente para que Jesus não desvalorize o Brasileiro. Em vez disso, que mantenha os 100% de foco na principal liga do país e, sempre respaldado pelos dados da fisiologia, na principal "liga" do continente entre com 110%.

Ele afirmou que só bem recentemente descobriu que a Libertadores era prioritária para o Flamengo em relação ao Campeonato Brasileiro.

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