Flamengo cumpre com a sua obrigação

ENTRE AS CANETAS: Por Ricardo Gonzalez

O histórico nem tão recente assim de simples fracassos, fracassos complexos e vexames na Libertadores, que vêm desde 1982 (caiu para o Peñarol, com Zico, Júnior e seus Blue Caps), fazia os torcedores do Flamengo gelarem de medo quando pensavam que o Emelec vinha ao Rio com a vantagem de dois. Esse mesmo histórico, e a escrita negativa em fases de grupos e oitavas-de-final sugeriam que mais importante do que pensar em produção, qualidade de jogo, neste duelo contra o Emelec o que valia de verdade era avançar na competição.

Se o Flamengo tivesse todo o seu elenco à disposição, teria aplicado uma estrepitosa goleada, porque o Emelec tem muito menos de onde tirar. Aliás, se não tivesse tanta gente boa no estaleiro, não teria perdido no Equador e nada desse drama teria ocorrido. Como acontece desde a chegada de Jorge Jesus, o Flamengo atacou, porque precisava atacar - e o faria mesmo que não fosse obrigado. Mas não atacou, como se dizia na minha pelada de infância, à Bangu. Atacou com qualidade, com método, com consistência, com estratégia. E teve êxito, aí sim, porque tem jogadores diferenciados em grande quantidade.

Gabigol imitando comemoração de Vinicius Jr com óculos no Flamengo - Foto: André Mourão
Ah, dirão os chatos e os xenófobos, mas o segundo tempo foi ruim, o time foi dominado pelo Emelec. Há controvérsias. Primeiro, é difícil manter o ritmo físico dos primeiros 20 minutos durante 90, porque Jesus, como típico europeu, aposta no trabalho e não acredita nessa falácia de poupar jogadores que estão bem fisicamente. Segundo, o Emelec não tinha nada a perder, foi ajustado por seu técnico espanhol no intervalo, e passou a atacar. E o Flamengo sabia muito bem que não podia levar um gol. Com essas variáveis, o time adotou a estratégia de equilibrar ataque com defesa. Ainda assim, poderia ter matado o jogo com Thuler e, no finzinho, com Bruno Henrique.

O jogo foi para os pênaltis e neles o Flamengo também cumpriu com sua obrigação. Tem mais time, tem de ganhar, tem de bater melhor, o goleiro tem de pegar algum. Tenho poucas dúvidas, porque vi esse filme váááááárias vezes, de que fosse um treinador conservador como os últimos que passaram pelo clube, o time levaria um gol e não passaria de fase.

Com Jesus, o Flamengo está reaprendendo a cumprir à risca com suas obrigações.

O time adotou a estratégia de equilibrar ataque com defesa. Ainda assim, poderia ter matado o jogo com Thuler e, no finzinho, com Bruno Henrique.

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