Flamengo de alma lavada

GILMAR FERREIRA: A classificação do Flamengo às quartas da Libertadores, nos pênaltis (4 a 2), após vitória sobre o Emelec no tempo normal por 2 a 0, deve ser muito festejada.

Principalmente pela torcida que fez linda festa no Maracanã, com 67 mil pessoas lotando e pintando o estádio de vermelho e preto.

O time igualou o resultado do primeiro jogo em Guayaquil em 19 minutos, como se previa, e teve chances de fazer mais do que dois gols ainda na eta inicial.

Marcha facilitada, é verdade, pelo pênalti que o árbitro argentino Oscar Pitana viu Baguí cometer em Rafinha logo aos 10 minutos - marcação equivocada.

Jorge Jesus colocou laterais e volantes marcando os equatorianos em seu campo, e os atacantes não permitiram a saída de bola.

Goleiro Diego Alves, do Flamengo - Foto: Delmiro Junior
Quando o time do espanhol Ismael Rescalvo conseguiu afrouxar o cinturão rubro-negro o placar agregado já mostrava igualdade.

Mas o Flamengo começou a dar sinais de cansaço já no final do primeiro tempo, e a atuação na volta do intervalo já não teve a mesma intensidade.

Alguns jogadores sentiram fadiga, Gabriel Barbosa pediu substituição e a formação que terminou o jogo foi um arremedo do time dos minutos iniciais.

Pela dramaticidade do enredo escrito desde a eliminação na Copa do Brasil, a vitória nas cobranças de pênaltis teve mesmo sabor de conquista.

A queda na Libertadores para um adversário de qualidade inferior e sem nenhuma tradição na competição continental soaria como galhofa.

Por isso, e pelo excesso de jogadores contundidos, foi preciso "faca entre os dentes" e doação máxima.

O atingimento da meta lavou a alma de uma torcida que há duas semanas lotou o Maracanã e saiu frustada com a elminação da Copa do Brasil.

O objetivo, então, foi alcançado, mas Jorge Jesus viu mais uma vez que Cuellar, apesar da falha no final, não pode ficar fora do time - ao menos por ora.

,A dupla de zaga, agora formada pelo espanhol Pablo Mari e o ex-júnior Thuller não teve problemas.

Os "pontas" Everton Ribeiro e Gerson, jogando bem abertos, fizeram o balanço entre defesa e ataque.

E o "endiabrado" Gabriel Barbosa resolveu a demanda, firmando-se merecidamente como o nome do jogo.

E não só pelos dois gols marcados no tempo certo.

Mas pela confiança que passou ao time, desde a derrota em Guayaquil.

Um nove, ou um falso nove, que tem a irreverência do Flamengo e a competência dos grandes finalizadores que já passaram pelo clube.

Foi gritante a queda do time após sua saída com dores no músculo posterior da coxa.

Mais um desafio para os médicos do clube resolverem a tempo do duelo com o Internaciona-RS pelas semifinais nas duas últimas semanas de agosto.

Afinal, o duelo com Paolo Guerrero vai uma atração à parte no confronto...

Um nove, ou um falso nove, que tem a irreverência do Flamengo e a competência dos grandes finalizadores que já passaram pelo clube.

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