Flamengo joga no limite das forças e segue vivo na Libertadores

O GLOBO: Por Carlos Eduardo Mansur

É fato que para virar um 2 a 0 sofrido na ida, há poucas opções. Mas o Flamengo decidiu viver no limite. Preparou-se para o épico, para uma jornada puramente emocional. Não economizou nada desde o início, mesmo sob uma epidemia de lesões e fisicamente baqueado. A noite do Maracanã foi um turbilhão. Ora a estratégia parecia dar resultado. Ora, era possível se perguntar se o Flamengo fora coração de mais e cabeça, ou juízo, de menos.

Fez 2 a 0, chegou ao fim do jogo com mais alma que pernas e, 15 dias após cair diante do Athletico-PR, voltou à marca do pênalti. Desta vez, com final feliz: uma defesa de Diego Alves, um chute no travessão e vitória por 4 a 2.

Do Maracanã, o time sai com a vaga para as quartas de final da Libertadores e tempo para recupera fôlego.

Jogadores do Flamengo comemorando vitória nos pênaltis - Foto: Alexandre Vidal
É até possível falar de aspectos táticos, mas a imposição do Flamengo no primeiro tempo foi moral. A ideia era produziu uma avalanche à base de intensidade máxima, qualquer que fosse o preço a pagar adiante. E aproveitar aquele Maracanã catártico com mais de 67 mil pessoas e um Emelec assustado.

Havia pressão sufocante, busca pela bola e tentativa de finalizar logo as jogadas. Coletivamente, nem era uma atuação de encher os olhos, ao menos na construção de jogadas. Havia um estado de espírito, muito mais do que pausa e cadência.

Jorge Jesus não temeu riscos. Mandou Éverton Ribeiro jogar o tempo que aguentasse e ele criou o belo lance perdido por Gabigol no início. Em termos de articulação, foi só. E, mesmo assim, em 18 minutos, já estava 2 a 0: através de um pênalti inexistente em Rafinha e da bola roubada por Bruno Henrique no ataque. Dois gols de Gabigol e a pressão alucinante pagara um prêmio.

Drama após o intervalo

Até o intervalo, o Flamengo foi dominante, mas sem tantas chances. Limitava contragolpes do Emelec, mas o drama era que qualquer gol sofrido o obrigaria a escalar a montanha outra vez. Até ali, o Emelec matava tempo, em especial o goleiro Dreer.

O jogo mudaria num segundo tempo que exigia cabeça e pernas. Estas já não havia, consumidas pelo esforço descomunal e pela rotina de jogos e contusões deste Flamengo. E, por 15 minutos, um Emelec mais consciente fez o Maracanã gelar num chute de Queiroz e numa cabeçada de Angulo. O Flamengo jogou suas últimas cartadas. Outro recém-lesionado, Arrascaeta entrou quando o gás de Éverton se foi. Jogou parte do tempo no centro do ataque, onde poderia suportar mais. Depois foi Gabigol o mais novo problema médico, levando Jesus a colocar Reinier, de 17 anos. Thuler perdeu ótima chance, e o Maracanã viveu de novo o ritual angustiante dos pênaltis. Minutos depois, virou uma grande festa.

Do Maracanã, o time sai com a vaga para as quartas de final da Libertadores e tempo para recupera fôlego.

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