Inter de Milão aceita negociar Gabigol por R$ 84 milhões

COSME RIMOLI: Sete gols no Carioca.

Nove no Brasileiro.

Dois na Copa do Brasil.

Quatro na Libertadores.

22 gols em 33 jogos pelo Flamengo.

A imprensa carioca está absolutamente empolgada com Gabigol.

Principalmente depois da atuação de ontem, diante do Emelec, sétimo colocado do Campeonato Equatoriano.

Gabigol com óculos quebrado pelo Flamengo - Foto: André Mourão
O atacante marcou dois gols.

Um de pênalti.

E outro livre, diante do goleiro Dreer.

Ele deixou a partida no segundo tempo, sentindo dores musculares depois da correria desenfreada do primeiro.

Voltou à cena para colher os louros da classificação por pênaltis do Flamengo.

Espansivo, capitalizou os dois gols que marcou.

Imitou Vinicius Júnior, que usou um óculos sem uma lente, para comemorar a vitória contra o Emelec.

Sem camisa, foi sozinho festejar diante da torcida.

As imagens foram capitalizadas pela televisão e divulgadas no mundo todo.

Inclusive na Itália, onde está o dono de seus direitos, a Inter de Milão, que pagou R$ 101 milhões por ele, em 2016. E que o usou apenas dez vezes. Ele marcou só um gol.

O time italiano despachou, emprestado para o Benfica, onde fez cinco partidas. Foi devolvido antes do prazo.

Voltou para o futebol brasileiro, fez 27 gols em 53 partidas.

Mas não comoveu a direção da Inter ou de qualquer clube europeu.

Jogador canhoto, parado na direita, esperando a bola chegar no seu pé, para cortar para a perna esquerda e chutar ao gol.

Essa é a imagem cristalizada de Gabigol com empresários e dirigentes dos grandes clubes europeus.

Embora tenha só 22 anos, o desgaste no Velho Continente é enorme.

Pesa demais não fazer parte dos planos de Tite e sua Seleção.

O sucesso no Flamengo segue sendo visto sem empolgação.

Empresários e agentes sabem como é baixo o nível atual do futebol da América do Sul. Só não estão na Europa os jogadores que não conseguiram ir, os que já ficaram velhos e voltaram, os que não se adaptaram. Ou sem nenhum talento que justifique o investimento de uma equipe importante.

A Inter o emprestou ao Flamengo até o final do ano.

Mas se quisesse, poderia tentar negociar sua volta, já.

Mas não fez qualquer movimento.

Não o deseja.

Assim como qualquer grande equipe do Velho Continente.

Mercados periféricos, como Rússia, Ucrânia, China, Arábia observam o jogador.

Mas Gabigol quer voltar para a Europa.

E em uma equipe poderosa.

Para isso, quer aproveitar o sucesso no Flamengo para dar o primeiro passo.

Voltar a ser chamado para a Seleção Brasileira.

Porque é inexplicável ao dirigente estrangeiro entender. Se Gabigol está tão bem, porque não é chamado por Tite?

A revolução, a melhora do futebol de Gabigol pouco tem a ver com Jorge Jesus.

E muito com Abel Braga.

Foi ele quem conversou com o jogador e o conscientizou que precisava acabar com a maneira viciada de atuar que aprendeu, desde a base, no Santos.

Não há cabimento no futebol moderno o atacante não participar do jogo e ficar parado, como um poste, esperando a bola chegar.

Fisicamente o treinamento de Gabigol mudou. Ele faz trabalhos individualizados com foco em piques, arranques com e sem a bola dominada. Pelos dois lados do ataque.

Tudo começou com Abel.

E está sendo aprimorada por Jorge Jesus.

O mercado da elite europeia segue fechado para o jogador.

Dependendo do que fizer até o final do ano, a situação pode melhorar.

Com a conquista da Libertadores, por exemplo.

Mas os dirigentes flamenguistas estão empolgados.

E se o título vier, a Inter talvez não tenha de esperar por interessados.

O próprio clube carioca tem tudo para se candidatar à compra do atacante.

Pode ser empolgação do momento, mas conselheiros ligados a Rodolfo Landim, Marcos Braz, insistem que o clube deve se preparar para fazer uma oferta para a compra do jogador, cujo contrato com os italianos termina em 2021.

A Inter pagou 27,5 milhões de euros.

A tendência é que comece a negociar a partir de 20 milhões de euros, cerca de R$ 84 milhões. O que não é absurdo, já que o clube gastou 13 milhões de euros, R$ 55 milhões, para ter Arrascaeta.

O sonho de Gabigol é voltar para a Europa.

Mas a idolatria que está conseguindo no Flamengo tem mexido com ele.

Ele não tem o que reclamar da sua vida no Rio.

Só seu grande ego segue magoado.

Pelo desprezo que sofreu na Inter.

E na Seleção.

Ele deseja mostrar o quanto mudou como jogador.
  

O que não é absurdo, já que o Flamengo gastou 13 milhões de euros, R$ 55 milhões, para ter Arrascaeta.

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