Próximo adversário do Fla, Bahia só fez 1 gol nos últimos 5 jogos

CORREIO 24 HORAS: A fonte parece ter secado no Fazendão. Se, nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, o Bahia chegou a ostentar o posto de melhor ataque, agora vive situação inversa e que incomoda.

Depois de 12 jogos no Brasileirão, o rendimento do ataque tricolor caiu do primeiro lugar para o 15º entre os 20 clubes que disputam o torneio. Foram apenas 11 até aqui, média inferior a um por rodada (0,91).

Além disso, o Esquadrão vive momento de seca. Nos últimos cinco jogos na Série A, o time balançou a rede apenas uma vez, na derrota para o Internacional, por 3x1, no dia 12 de junho, em Porto Alegre. O tento foi marcado por Fernandão. Antes, havia empatado por 0x0 com o Ceará. Depois disso, o ataque do Bahia também passou em branco contra Santos (0x1), Cruzeiro (0x0) e Chapecoense (0x0).

Foto: Felipe Oliveira
Esse jejum de gols pode ser explicado pelas finalizações da equipe. O Esquadrão até chuta a gol no Brasileiro. De acordo com o site FootStats, o tricolor é o terceiro time que mais finaliza no torneio. Foram 168 arremates, perdendo apenas para Santos (186) e Flamengo (174). A deficiência da equipe está mesmo na pontaria.

Apesar de ser o terceiro time que mais chuta, o aproveitamento do Bahia está distante do ideal. Das 168 finalizações, acertou 55, uma média de 32,7% e que deixa o clube na nona colocação entre os que mais acertam chutes na direção do gol.

Artilheiro do Bahia no Brasileirão, com três gols, o atacante Artur lidera as estatísticas de finalizações, com 22 chutes, uma média de dois por jogo, já que ele disputou 11 das 12 partidas. Mas o camisa 98 peca na pontaria. O aproveitamento dele é de menos da metade dos arremates: 40,9% dos chutes são certos, o que facilita a vida dos goleiros adversários.

Artilheiro da temporada, com 17 gols, Gilberto também precisa melhorar o rendimento para voltar a balançar as redes. O centroavante é o quarto que mais finaliza do elenco, atrás também de Arthur Caíke e Fernandão, e o seu aproveitamento é de 37,5%.

Apesar disso, Gilberto foi o único jogador tricolor que marcou gol após a pausa para a Copa América, no empate por 1x1 contra o Grêmio, pela Copa do Brasil.

Jogo apoiado
Uma outra característica do Bahia é que os jogadores não costumam arriscar chutes de fora da área. Dos 11 gols que o clube marcou na Série A, dois tiveram origem antes da grande área.

A tática faz parte do jogo apoiado proposto por Roger Machado, que busca, através da posse de bola, chegar ao ataque e buscar as melhores posições para marcar os gols. O treinador, no entanto, garante que está buscando novas opções para acabar com a seca tricolor.

“Temos que analisar o contexto para entender por que não estamos conseguindo ajudar para que jogadores como Gilberto, Fernandão, Artur, Lucca não estejam balançando as redes. Eu vejo isso como um momento de oscilação natural em que passam os atacantes e que passa o coletivo. Nós vamos procurar trabalhar para que no final de semana essa questão fique para trás”, analisou Roger.

O treinador, inclusive, ganhou opções para montar o ataque diante do Flamengo, domingo (4), às 16h, na Fonte Nova. Recuperado de lesão, Élber está à disposição. Outro que volta a ficar liberado é Arthur Caíke, que cumpriu suspensão contra a Chapecoense, na rodada passada. 

ÚLTIMOS CINCO JOGOS NA SÉRIE A:

Ceará 0x0 Bahia (8 de junho)
No Castelão, o Bahia ficou no empate por 0x0 com o Ceará. Usando o esquema com três volantes, o tricolor teve menos posse de bola que o adversário e finalizou nove vezes. Foram quatro chutes para fora, quatro travados e apenas um na direção do gol. Na ocasião, Fernandão começou como titular no ataque. Para efeito de comparação, o adversário teve mais que o dobro de finalizações na partida: 22.

Internacional 3x1 Bahia (12 de junho)
Diante do Internacional, no Beira-Rio, antes da pausa para a Copa América, o Bahia marcou seu último gol no Campeonato Brasileiro. Fernandão balançou as redes na derrota por 3x1. No jogo marcado por um pênalti polêmico assinalado com auxílio do VAR, o tricolor teve mais finalizações: 19 contra 14 do Inter. Porém, a pontaria estava descalibrada. Dos 19 chutes, dez foram para fora, sete travados e apenas dois acertaram o alvo.

Bahia 0x1 Santos (13 de julho)
No primeiro jogo pós-Copa América no Brasileirão, o Bahia estava com a cabeça nas quartas de final da Copa do Brasil, contra o Grêmio, e não conseguiu ir bem. Das 12 finalizações que o tricolor fez, somente duas foram no gol. Com menos posse de bola, o Esquadrão foi pressionado pelo Santos e acabou sofrendo o gol nos minutos finais, depois que o meia Guerra fez pênalti sobre o uruguaio Carlos Sánchez. Apesar da primeira derrota em casa no Campeonato Brasileiro, o time foi aplaudido pela torcida em Pituaçu.

Bahia 0x0 Cruzeiro (20 de julho)
O duelo contra o Cruzeiro talvez tenha sido o mais frustrante do Bahia após a Copa América. Diante dos reservas do time mineiro na Fonte Nova, o tricolor fez um primeiro tempo muito ruim, quando quase não ameaçou o rival. O rendimento só cresceu na segunda etapa, embora tivesse um homem a menos por causa da expulsão de Arthur Caíke. Das 12 finalizações, oito para fora, uma no gol e três foram travadas.

Chapecoense 0x0 Bahia (28 de julho)
Dos últimos cinco jogos no Brasileirão, o duelo contra a Chapecoense, na 12ª rodada, foi o que o ataque do Bahia mais acertou. Sete dos 16 chutes que o tricolor deu foram na direção do gol. Mesmo assim, o Esquadrão voltou a desperdiçar boas chances e não conseguiu balançar a rede. O empate por 0x0 na Arena Condá foi lamentado por jogadores e comissão técnica.

O treinador, inclusive, ganhou opções para montar o ataque diante do Flamengo, domingo (4), às 16h, na Fonte Nova.

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