Rodada boa para o Flamengo

GILMAR FERREIRA: O Flamengo foi o maior beneficiado da 15ª rodada, combinando a vitória sobre o Vasco, em Brasília, com outros dois resultados.

A derrota do Santos de Sampaoli para o Cruzeiro de Rogério Ceni, em Belo Horizonte;

E o 1 a 1 entre o Palmeiras de Felipão e o Grêmio de Renato Gaúcho, em Porto Alegre.

A goleada de 4 a 1 no clássico carioca, porém, evidenciou o abismo que separa os dois times.

Aliás, esperava-se mais do Vasco de Vanderlei Luxemburgo num estádio com quase 70 mil espectadores.

Gerson durante Vasco x Flamengo - Foto: Alexandre Vidal
Mas não em termos técnicos ou táticos, e sim na atitude diante de um rival histórico.

Um Vasco x Flamengo não se joga só com habilidade ou com boa estratégia.

É preciso mais.

E quem conhece os bastidores pelos dois lados sabe o que significa o duelo que vem das regatas do início do século passado.

Mais até pelos vascaínos que eternizaram a ira contra os rubro-negros por conta das artimanhas utilizadas na disputa pela "pompa" de verdadeiro clube do povo.

Por isso o "Clássico dos Milhões" sempre foi diferente.

Fosse nos tempos do "Expresso da Vitória", ou na "Era Zico".

E a vantagem está de novo com os rubro-negros.

Caberia aos vascaínos, nesta partida, equilibrar o jogo com concentração redobrada e eficiência máxima.

O que não houve.

VASCO 1 x 4 FLAMENGO.

São tantos jogadores de qualidade superior, que o time de Jorge Jesus se impôs só pela postura.

O Vasco não se abateu no primeiro tempo, mas, no segundo, entregou-se emocionalmente.

Perdeu dois pênaltis e foi goleado.

Sem delongas.

Assustador foi ver um mero auxiliar ser escalado para explicar o que não se explica facilmente.

Sem Vanderlei, abalado com a morte da irmã, o momento exigia só um pedido de desculpas da direção do clube aos torcedores.

Faltou sensibilidade.

CORINTHIANS 2 x 0 BOTAFOGO.

Uma atuação ruim do time de Eduardo Barroca, que não conseguiu o controle das ações e foi acuado pelo time de Fábio Carille desde o início do jogo.

Mas algo absolutamente normal para um coletivo que compete na parte de cima da tabela usando um número limitado de jogadores.

Os desfalques de Joel Carli, João Paulo e Alex Santana desmontaram a estrutura e o placar só não foi mais amplo porque Gatito Fernandez impediu.

Por conta dos resultados obtidos até aqui, o Botafogo criou expectativas positivas e será cobrado por isso até o final do Brasileiro.

Mas é evidente que a capacidade de entrega do elenco alvinegro é menor do que vem sendo realizado.

Os 22 pontos atingidos em 15 rodadas remetem às melhores campanhas do clube na era dos pontos corridos.

FLUMINENSE 0 x 1 CSA.

Tem problemas sérios o time que finaliza 32 vezes em 90 minutos (quase uma a cada três) e não consegue fazer um gol no penúltimo colocado do Brasileiro.

E este é o Fluminense de Fernando Diniz, que ainda tem contra si a marca de segunda pior defesa da competição - atrás da Chape (25 a 27).

Não há outra saída, senão adoção de um sistema mais cauteloso e alternativo, ao menos para as quatro rodadas finais do turno.

E vejam que curioso: das 15 partidas disputadas, a única em que não foi vazado foi o clássico contra o Flamengo (0 a 0), o melhor ataque da competição.

O entra-e-sai de jogadores (ontem não teve o zagueiro Digão) compremeteu a estrutura defensiva e ofensiva do time.

E o trabalho de Diniz vem sendo remendar os furos no casco para evitar o naufrágio.

E o fato é que, apesar da boa campanha na Copa Sul-Americana, ele não vem conseguindo impedir o afundamento.

Aliás, esperava-se mais do Vasco de Vanderlei Luxemburgo num estádio com quase 70 mil espectadores.

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