Empate normal, mas com alerta preocupante para o Flamengo

BLOG DO MAURO BETING: Não teve o gol regulamentar de Gabigol que até placa virou no Maracanã patrocinada por uma liga do Cartola. O Flamengo não conseguiu a nona vitória seguida no BR-19. E qual o problema? Segue líder mesmo se o Palmeiras conseguir vencer o Inter no Beira-Rio. Tarefa difícil como foi a sequência impressionante rubro-negra, construída contra rivais diretos como o próprio campeão de 2018 e Santos. Com grande futebol e placares. Mas sem conseguir poupar titulares que, contra o São Paulo que estreava no banco um Fernando Diniz apresentado na véspera, produziu menos do que vinha jogando.

Normal. Natural. Mas que pode ser preocupante pelo restante da temporada cheia para o melhor time do Brasil – mas sem ter o melhor elenco.

A diferença entre os titulares rubro-negros e os reservas também se viu no clássico em que o dono da casa começou com Rodinei e Renê pelas laterais, Piris da Mota começando o jogo para soltar Arão para fazer a transição. Muita falta fizeram Rafinha e Filipe Luís e, sobretudo, Gerson para fazer tudo no meio. Há inegável mérito paulista para trancar a saída carioca. O 4-1-4-1 de Diniz com bloco mais baixo de marcação blindou o jogo fluido do rival. Tchê Tchê pela esquerda foi achado interessado. Participou bem do bloqueio e das duas chegadas perigosas do São Paulo na primeira etapa.

Filipe Luís em Flamengo x São Paulo - Foto: Alexandre Vidal
Depois pouco faria na frente o Tricolor. Teve um lance com Antony bem defendido por Diego Alves. Foi só. Também porque o time se trancou de vez atrás, devolveu a cera e antijogo do misto do Flamengo no turno no Morumbi, e contou com Volpi inspirado para negar gol nas 9 chances reais do Flamengo em todo o jogo.

Não saiu do zero um clássico que historicamente é de muitos gols. Não saiu do zero um time que foi mais do que 100% nas últimas 8 partidas. Não foi tanta bola o Flamengo nas duas últimas partidas – até pelo time titular rodar pouco. Isso pode pesar como admitiu Jorge Jesus.

Mas quarta tem semifinal de Libertadores. Tem o próximo "jogo do ano" do Flamengo até a volta no Rio. Para não dizer a partida em décadas do clube. Equipe titular capaz de vencer qualquer uma no país e com pinta de fazer o mesmo contra River ou Boca – se passar pelo Grêmio.

Mas é preciso pensar no plano B. No uso do cheque especial com um banco sem tanto crédito. Ou sem o cartão black e red na mão de Jorge Jesus.

Essa é a tarefa do treinador que não está acostumado a pagar contas duas vezes por semana. Mas ele aprende rápido. Talvez como rapidamente o São Paulo soube se estruturar para equilibrar uma parada dificílima. Ele e o próprio Diniz, que jogou um jogo que não é o dele. Mas conseguiu o que era necessário para o momento: não perder para o grande líder. Agora é trabalhar para jogar o seu jogo. E o que o São Paulo ainda pode fazer em 2019. Algo possível para quem tem o elenco que tem. O técnico que chegou. E diretores de futebol como Raí. E Daniel Alves.

BOTA-TEIMA – Gabriel Barbosa mereceu o amarelo pela entrada feia em Daniel Alves. E se recebesse o vermelho não poderia reclamar. Tivesse a ficha corrida de outros atletas poderia ter sido expulso.

A diferença entre os titulares rubro-negros e os reservas também se viu no clássico.

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