Flamengo que não tem por que dramatizar um empate

GLOBO ESPORTE: Um Flamengo que fez por merecer a vitória, mas que não pode reclamar de injustiça no primeiro tropeço como mandante neste Brasileirão.

Em um duelo de ataque contra defesa com o São Paulo, o time de Jorge Jesus teve volume de jogo, transpiração, mas passou longe de demonstrar a inspiração que garantiu as oito vitórias consecutivas e a liderança do campeonato. Tecnicamente abaixo do nível de excelência das últimas exibições e desgastado pelo pouco tempo de recuperação, o Flamengo soma um ponto no empate sem gols que está longe de ser preocupante.

Everton Ribeiro em Flamengo x São Paulo - Foto: Alexandre Vidal
Os 59% de posse de bola com 19 finalizações comprovam que o Rubro-Negro foi um time impositivo mais uma vez no Maracanã. Tiago Volpi, por sua vez, não foi obrigado a fazer nenhuma grande defesa, e o São Paulo soube deixar morno o jogo diante de um adversário que parecia ter que fazer mais força para criar do que o costume.

O tão badalado trio ofensivo passou distante de fazer a diferença. Arrascaeta foi a peça mais lúcida, mas Bruno Henrique e Gabriel perdiam bolas bobas e careciam da força física habitual. Éverton Ribeiro também faz parte da lista dos que não viveram boa jornada.

Números de Flamengo x São Paulo
Posse de bola: 59% x 41%
Finalizações: 19 x 7
Chances claras: 7 x 2
Faltas cometidas: 18 x 25
Passes trocados: 413 x 190

Fosse picotando o jogo com 25 faltas ou congestionando o meio de campo, o São Paulo foi eficaz na estratégia para conter o ímpeto do Flamengo de 100 gols em 2019. Objetivo facilitado em um primeiro tempo onde Rodinei, Renê e Piris da Motta evidenciaram o peso das ausências dos poupados Rafinha, Filipe Luís e Gerson.

Não à toa, Jorge Jesus lançou o que tem de melhor na etapa final. Com o 1 ao 11 ideal, o Flamengo amassou o São Paulo, mas feriu pouco. A precisão nos passes e finalizações a partir da entrada da área não funcionou, e o empate sem gols ficou de bom tamanho.

Não teve gol do Gabigol. Mas também não há motivos para drama. As oito vitórias consecutivas agora são nove jogos de invencibilidade do líder do Brasileirão, que vira a chave para o compromisso mais importante dos últimos 35 anos: quarta-feira tem semifinal da Libertadores contra o Grêmio, em Porto Alegre.

Os 59% de posse de bola com 19 finalizações comprovam que o Rubro-Negro foi um time impositivo mais uma vez no Maracanã.

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