Jesus e Sampaoli: Idolatrados, enérgicos e 'cobradores'

LANCE: Os mais de 60 mil torcedores que irão ao Maracanã neste sábado, acompanhar o embate entre Flamengo e Santos, verão em campo duas equipes que prezam pelo futebol ofensivo, são líder e vice-líder do Brasileirão, respectivamente, e donos dos melhores ataques da competição. Mais, além disso, rubro-negros e santistas poderão dividir as atenções com dois protagonistas que ficam à beira do gramado. Afinal, os Jorge Jesus e Jorge Sampaoli são personagens à parte.

Com transmissão em Tempo Real do LANCE!, Flamengo e Santos se enfrentam às 17h de sábado, no Maraca, pela 19ª rodada e com a liderança do Brasileirão "em jogo". Confira a classificação completa e as demais partidas clicando aqui.

Foto: Divulgação
O sonho do título é nutrido pelos jogadores e treinadores de Fla e Santos.

- O que vai nos levar a estar brigando pelo título é ter os pés no chão. Temos muita consciência disso, o Mister passa para a gente, temos uma equipe experiente. Temos tudo para mantermos esse futebol e melhorando cada vez mais para brigar pelo título - avaliou Everton Ribeiro, camisa 7 do Flamengo.

- Como Sampaoli fala no dia a dia, temos que desfrutar o momento que vivemos. Não é sempre que se disputa um título. Temos que alimentar esse sonho do Brasileirão. Não tivemos grandes contratações, mas os jogadores que estão aqui querem conseguir coisas importantes e estamos aqui para isso. Conquistar depois de tanto tempo seria lindo - afirmou o Sánchez, do Santos.

Por estar "em casa", é Jorge Jesus quem receberá mais carinho dos torcedores. O português já caiu nas graças da Nação, com o Maracanã entoando o grito "Olê, olê, olê... Mister! Mister!" durante a vitória por 3 a 0 sobre o Palmeiras, há duas semanas. Os resultados e o desempenho do time são fundamentais, mas a sintonia com a torcida foi construída com o comportamento do treinador na beira do gramado e com as frequentes declarações de admiração à magnética, como "o Flamengo é religião" ou "no Maracanã, já saímos ganhando por 1 a 0".

Com a bola rolando, Jorge Jesus e Sampaoli se assemelham pelas performances nas áreas técnicas. A inquietude os marca, e os dois cobram e orientam as suas equipes sem parar, independentemente do resultado. Às vezes, até excedem o limite, como aconteceu na partida entre Santos e Athletico, no último domingo.

COBRANÇAS PÚBLICAS ÀS DIRETORIAS

Jorge Jesus é um dos treinadores mais vitoriosos em Portugal. Jorge Sampaoli é campeão da Copa América pelo Chile, dirigiu a Argentina em Copa do Mundo e tem passagens marcantes por Sevilla (ESP) e, principalmente, pela Universidad de Chile. Com estes currículos, os dois chegaram ao Brasil respaldados para assumir riscos e cobrar - publicamente - as diretorias de Flamengo e Santos.

Há menos tempo no Brasil, Jorge Jesus, desde que foi contratado à Gávea, não "escondeu" o desejo por reforços. Em especial, pediu a chegada de um volante e um centroavante. Gerson veio, assim como Filipe Luís, Rafinha e Pablo Marí, mas o camisa 9 não. A diretoria foi ambiciosa, tentou Pedro, ex-Fluminense, e foi à Europa por Mario Balotelli, mas não houve acerto com o camisa 9 italiano.

Apesar disso, não houve atrito entre o treinador português e a cúpula de futebol do Flamengo, encabeçada por Marcos Braz, vice-presidente da pasta - as duas partes trabalham em sintonia desde o começo da relação, em junho.

O mesmo não se pode dizer de Jorge Sampaoli e a direção do Santos. Desde sua contratação, o argentino 'cansou' de pedir reforços, principalmente um camisa 9. O tema chegou a ser desgastante entre o técnico e o presidente José Carlos Peres. Em maio, o mandatário santista contratou o colombiano Uribe, do próprio Flamengo. O centroavante ainda não empolgou e Eduardo Sasha tem atuado na posição, sendo o artilheiro do Alvinegro no Brasileiro, com oito gols.

Jogar mais vezes na Vila Belmiro e a venda repentina de Jean Lucas também foram tópicos de discussões entre Sampaoli e Peres. O técnico se sente bem atuando no estádio e diz que o Santos tem uma ligeira vantagem no local. A ida do volante ao Lyon (FRA) o irritou. O argentino não gostou de ter que, outra vez, buscar um esquema tático ideal seis meses depois do início do ano.

Os atrasos salariais dos atletas do Santos incomodaram Jorge Sampaoli, que cobrou diversas vezes Peres para honrar logo com os compromissos financeiros com .os atletas e funcionários do clube. Em um certo momento, o argentino quis abrir mão de seu salário em apoio aos jogadores santistas.

SAMPAOLI E JESUS BUSCAM FEITO RARO NO BRASIL

Até 2019, apenas um técnico estrangeiro conseguiu ser campeão nacional desde 1959, quando a Taça Brasil passou a ser disputada. A conquista foi justamente na primeira edição do torneio, com o Bahia, sob o comando do argentino Carlos Volante, vencendo o Santos de Pelé na decisão nacional.

A participação de Volante na conquista foi pequena. Em toda campanha, inclusive nos primeiros dois jogos da decisão, o Bahia foi comandado por Geninho. Contudo, com a demora para a definição do local jogo de desempate - o Bahia venceu o primeiro, por 3 a 2, na Vila Belmiro, e o Santos, na Fonte Nova, derrotou o Tricolor por 2 a 0 -, o treinador acabou deixando o cargo e indicando o argentino.

O jogo de desempate aconteceu somente no dia 29 de março de 1960, no Maracanã, e o Tricolor Baiano venceu por 3 a 1 o Santos, que não contou com Pelé, lesionado, tornando-se o primeiro campeão nacional.

Jogador de destaque na Argentina e no futebol europeu, onde atuou por Napoli, da Itália, e Rennes, da França, por exemplo. Como treinador, também dirigiu as equipes do Internacional, Vitória e Lanús, da Argentina. Este último foi o clube onde foi revelado, surgindo para o futebol como zagueiro.

E com as frequentes declarações de admiração à magnética, como "o Flamengo é religião" ou "no Maracanã, já saímos ganhando por 1 a 0".

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