Jorge Jesus também sabe usar a torcida do Flamengo

ENTRE AS CANETAS: Por Ricardo Gonzalez

Numa de suas primeiras entrevistas no Brasil, Jorge Jesus fez questão de dizer que o Flamengo era um clube diferente por conta de sua torcida, à qual já passou a se referir como Nação. Depois da goleada sobre o Goiás, um cartão de visitas do estilo que passaria a adotar, Jesus foi ao meio do gramado do Maracanã, arrastou o time com ele e orquestrou uma salva de palmas para a torcida. Comparou o menino Reinier a Kaká. Agora, em entrevista ao Esporte Espetacular, o grande líder rubro-negro diz que seu time seria campeão português com sobras, e brigaria por G-6 na Premier League inglesa. Não há rubro-negro que, com tudo isso somado ao belíssimo e eficientíssimo futebol jogado pelo seu time, não esteja nas nuvens, rindo de orelha a orelha.

Não se trata de fazer média com seu gigantesco público. Não precisa disso, a transformação que fez no campo e bola, resgatando uma condição de excelência de jogo no clube que remonta aos anos 80, já seria suficiente para colocá-lo num patamar de idolatria. Trata-se, sim, de restabelecer uma simbiose entre time e torcida, quem não gostaria de ter o suporte de 40 milhões de fanáticos torcedores? Esse povo nunca largou de lado sua paixão, mas com os insucessos, os títulos rareando, as decepções e, principalmente, com o Maracanã reduzido à terça parte do que era nos anos 70, ficou mais raro ver a massa rubro-negra no estado de graça que está hoje.

Foto: Divulgação
Jesus sabe que simplesmente o Flamengo jamais disputará nem o Português nem o Inglês. Mas ao colocar o time em pé de igualdade com esses mercados enche o torcedor de moral. Se Jesus conseguir o título da Libertadores, o torcedor médio, até baseado na pregação do líder, ficará seguro de que o Liverpool é derrotável.

Como minha tarefa aqui não é torcer, mas informar, comentar, analisar, eu fico com o que Jorge Jesus faz no campo. Que é excepcional no sentido da busca total pelo gol, e na capacidade de tirar o máximo de cada uma das estrelas do elenco. Os números estão aí, todo mundo está vendo os jogos do Flamengo.

Eu posso resumir a minha admiração pelo que Jesus faz com um detalhe do jogo deste sábado, contra o Avaí. O time ganhando por 3 a 0, sobrando em campo, e qual é a substituição que ele faz? Tira o volante Piris da Mota e bota Vitinho...

Jesus foi ao meio do gramado do Maracanã, arrastou o time com ele e orquestrou uma salva de palmas para a torcida.

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