Missão de Jorge Jesus no Flamengo agora é recuperar reservas

O GLOBO: Os dois meses finais da temporada concentrarão praticamente todo o segundo turno do Campeonato Brasileiro, além das fases decisivas da Libertadores, ambas competições em que o Flamengo busca o título. Com até 19 jogos em menos de 60 dias, não há alternativa: é hora de fazer o elenco rodar. Tal necessidade, porém, promete deixar os cabelos cinzentos de Jorge Jesus ainda mais brancos.

Embora não seja um adepto do rodízio, o português sabe que não poderá colocar os 11 melhores em campo sempre. Contra o São Paulo, no sábado, ele decidiu poupar três titulares — e viu o desempenho e o resultado ficarem aquém do desejado.

Daqui para frente, é natural que precise dar “folgas” aos seus preferidos com maior frequência. E aí mora o risco: é evidente que as opções do banco rubro-negro estão muito aquém das que começam jogando.

Foto: Alexandre Vidal
As laterais, um problema de longa data, expõem essa discrepância com mais clareza. Renê até é capaz de marcar como Filipe Luís, mas não constrói como o camisa 16. Do lado direito, o problema é ainda maior, uma vez que Rodinei não chega perto do nível de Rafinha nem na marcação, nem no apoio.

Também há deficit no meio-campo. Gerson já precisou ser poupado, Everton Ribeiro em breve terá que descansar, e Arrascaeta volta e meia é chamado pela seleção uruguaia. Diego, que só deverá voltar ao time no ano que vem, poderia ser útil neste momento da temporada. Sem ele, não há um articulador experiente no banco. E mesmo um meio-campista mais defensivo, como o paraguaio Piris da Motta, representa um declínio em qualidade técnica quando acionado.

No ataque, há ao menos alternativas para Jorge Jesus, embora elas precisem entregar mais do que têm feito. Para ser bem-sucedido no restante da temporada, o português terá que recuperar o futebol de Vitinho. O camisa 11 foi titular contra o Cruzeiro e teve minutos em campo contra o Internacional, mas ainda parece abaixo da intensidade exigida.

O colombiano Berrío, longe de ser um primor técnico, é outro com potencial para entregar mais. A peça mais talentosa à frente, porém, é o jovem Reinier. Aos 17 anos, ele precisará amadurecer rapidamente para atender às necessidades de um elenco forte, mas desequilibrado.

Embora não seja um adepto do rodízio, o português sabe que não poderá colocar os 11 melhores em campo sempre.

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