Ponto fraco do Santos, defesa deverá ser testada contra Flamengo

ENTRE AS CANETAS: Por Ricardo Gonzalez

O título simbólico de campeão do turno do Brasileiro é simbólico, dá moral a quem o conquista, e em várias ocasiões nos pontos corridos esse campeão foi quem, no fim do returno ergueu a taça de campeão. Apenas Flamengo e Santos podem terminar esse turno como "campeões". E vejo que para o Rubro-Negro uma eventual derrota neste sábado no Maracanã é menos preocupante do que para o Peixe. Primeiro porque, se não vencer, o Santos correr o risco de terminar a rodada em terceiro, ultrapassado pelo Palmeiras. Segundo, porque o Flamengo tem um elenco mais variado - em qualidade e quantidade - e tende a ter mais fôlego até a reta final. Se o Santos perder, verá o rival abrir 5 pontos, sabendo que só terá a chance de enfrentar o Flamengo na última rodada. Na Vila Belmiro, mas talvez com tudo já resolvido quanto a titulo.

Não tenho muitas dúvidas de que Jorge Sampaoli vai sair para o ataque. Não tem opção, e mesmo que tivesse, não gosta de outro jogo - e se jogasse recuado, quiçá buscando o contra-ataque, chamaria o Flamengo para seu campo, o que hoje é mortal. Sampaoli deve ter aprendido que é preciso jogar um pouco de acordo com o adversário. E o fez da pior maneira, errando e perdendo. Contra o Palmeiras de Felipão, que não gostava da bola e só queria contra-ataques, o Santos caiu dentro, foi com tudo no Pacaembu e, é óbvio, tomou os tais contra-ataques tendo sido goleado pelo Palmeiras (4 a 0).

Foto: GIlvan de Souza
Agora, é a vez de o Santos usar o jogo que não interessa ao Flamengo. Sabemos que, embora Pablo Marí tenha dado uma ótima consistência à zaga, é nesse setor que Jorge Jesus ainda precisa evoluir, ajustar, porque ainda não está à altura da performance ofensiva. Portanto, o Santos precisa atacar. E ter muito a bola. Porque quanto mais tempo o Santos tiver a bola no pé, menor será o tempo que o Flamengo terá para repetir os últimos shows de bola.

Não é uma tarefa tão simples para um time que tem um Sasha esforçado, um Uribe que não se adaptou ao time - fácil é para o Fla, que tem Gabigol em estado de graça, embora sacrificado porque tem de jogar em todas, e se ele não marca sobram Bruno Henrique e Arrascaeta. Com Éverton Ribeiro e Gérson esbanjando passes e assistências.

Se for o dia de alguém do Santos, o nome do jogo, o decisivo, pode muito bem ser o dia em que um baixinho, Soteldo, derrubou um gigante rubro-negro.

Não tenho muitas dúvidas de que Jorge Sampaoli vai sair para o ataque. Não tem opção, e mesmo que tivesse, não gosta de outro jogo.

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