Sampaoli rechaça espírito de final em Flamengo x Santos

O GLOBO: Para quem viu o Santos empatar com o Athletico na Vila Belmiro, a verdade é uma só: o time de Jorge Sampaoli saiu no lucro ao ficar apenas dois pontos atrás do Flamengo.

Estamos numa era particularmente difícil para os consensos, com negacionismos dos mais esquisitos. Mas até um terraplanista é capaz de reconhecer que o santista Marinho foi derrubado por Braian Romero fora da área. A transformação disso num pênalti é um dos produtos mais bizarros do Brasileirão do VAR, que custa R$ 50 mil por jogo e deveria ficar quieto.

Mesmo assim, os dois pontos perdidos pelo Santos são daqueles dolorosos. Diante do time que o técnico Tiago Nunes enviou à Vila Belmiro, de olho na primeira final da Copa do Brasil, o time do litoral paulista seguiu seu script com fidelidade nos números: teve 22 finalizações, das quais dez tiveram alvo certo, e dominou 63,4% da posse de bola. Além disso, 36% dessa posse santista foi no terço de campo defendido pelos athleticanos.

Foto: Divulgação
Se algo pesou no jogo do Santos foi a ausência de vários titulares convocados por suas seleções. Sem o lateral-esquerdo Jorge, o atacante paraguaio Derlis González e o ponta venezuelano Soteldo. Nessas circunstâncias, Sampaoli teve de lançar a campo uma formação com dois centroavantes, algo cada vez mais raro no futebol brasileiro em que se ataca cada vez mais pelos lados: Eduardo Sasha e o colombiano Uribe, com Marinho como escape na ponta. Com tanta referência na área, o Santos acabou exagerando nos cruzamentos: foram 47 em toda a partida, segundo o Footstats – mais que o dobro de sua média de bolas alçadas no ataque por jogo, que é de 23,2.

O fato de essa formação desfalcada ter mostrado um desempenho tão eloquente tanto em posse quanto em finalizações – que ficaram acima da média santista por jogo, que é de 15,1 – tem duas interpretações. A primeira, mais romântica, é que Sampaoli não trai suas convicções mesmo na adversidade. A segunda, que pondera o primeira, é que o argentino certamente julgou que poderia moer em casa um Athletico igualmente ressentido de mais talento.

A pergunta que fica é: o que fará Sampaoli diante do Flamengo, num Maracanã lotado? O técnico prometeu o mesmo compromisso:

– Vamos ter que recuperar os pontos que perdemos aqui, num jogo contra um rival muito forte, contra uma equipe que montou um elenco superlativo à média do torneio. Como eu disse, há elencos muito fortes que vão disputar o título no segundo turno.

Ao concluir o raciocínio, porém, Sampaoli pareceu querer dizer que o jogo não será uma final entre aspas:

– O título não vai ser disputado entre duas equipes, vai ser entre dez e doze.

A pergunta que fica é: o que fará Sampaoli diante do Flamengo, num Maracanã lotado? O técnico prometeu o mesmo compromisso.

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