Uma resenha da vitória do líder Flamengo no Mané Garrincha

DRIBLE DE CORPO: Como se não bastasse o assédio dos flanelinhas, que cobram antecipadamente de R$ 5 a R$ 10 para cuidar dos carros no Mané Garrincha — e quando você volta eles foram embora faz tempo, ou seja, não vigiaram “nadica de nada”, há outro exploração em dia de jogo no estádio mais caro da Copa construído com dinheiro público: a cobrança de R$ 30 (metade do ingresso de meia entrada mais barato) para colocar o carro no improvisado estacionamento interno de brita nas proximidades do portão 5. Neste sábado, funcionários da firma Estapar avisavam que era pagar “trintão” e deixar o veículo do lado de dentro das grades o tempo que fosse necessário. Tanta preocupação em ganhar dinheiro, tanto descuido na revista dos torcedores. Foram ouvidos ao menos duas explosões de rojão dentro da arena no primeiro tempo.

Tinha um cone no meio do caminho
Não, não era o Fred, tão criticado na Copa 2014. Rolou uma situação constrangedora antes do jogo. Os goleiros de Avaí e Flamengo tiveram que esperar para aquecer na pequena área. Um cone e uma fita em formato de triângulo isolavam o setor em obras. Houve replantio de última hora para esconder o prejuízo causado pelo excesso de peladas no gramado do estádio mais caro da Copa do Mundo 2014.

Torcida do Flamengo no Mané Garrincha - Foto: Divulgação
Alô, CBF!
A tal da liberação da venda do mando de campo gera situações constrangedoras… Antes da partida, o “animador de auditório” do estádio não teve um pingo de sensibilidade. Ficava perguntando: “Cadê a torcida do Avaí?”. Os fãs do clube catarinense, que comercializou o direito de jogar em casa, eram engolidos pelas vaias rubro-negras. Nesse tipo de situação é melhor mudar a brincadeira. Que a CBF e os clubes reabram o debate sobre esse tema polêmico na Assembleia do Brasileirão 2020. Lugar de clube mandante, qualquer que seja o peso da camisa, é em casa. Nem que seja em outra arena do estado ao qual o clube pertença. Embora o Flamengo e outros clubes tenham alcance nacional, o ambiente do jogo deste sábado seria outro na Ressacada. O estádio do Avaí foi punido pela CBF por descumprir protocolos. Que atue com portões fechados na Ressacada, jogue com torcida na Arena Condá, em Chapecó; no Orlando Scarpelli, em Florianópolis; em qualquer canto de Santa Catarina não transforme a casa do Avaí num Maracanã, como vimos no Mané Garrincha.

Por falar nisso…
Perguntei ao treinador Jorge Jesus na entrevista coletiva o que ele, como europeu, acha de clubes mandantes comercializarem o direito de jogar em casa. Constrangido, Jorge Jesus deu voltas, disse que era melhor falar sobre o que havia acontecido na partida, mas, meio sem graça, disse que não vê problemas em um time como o Avaí levar partida para o Mané Garrincha.

Reinier-Gabi-Gol!
O líder do Brasileirão precisou de 11 minutos para abrir o placar. Gabriel Barbosa, que estreou no Mané Garrincha como profissional na despedida de Neymar, recebeu a bola na direita e chutou cruzado de perna direita para marcar o 29º gols dele com a camisa rubro-negra na temporada. São 15 gols em 18 rodadas nesta Série A. Luis Fabiano também tinha 15 em 18 a essa altura em 2003, na primeira edição por pontos corridos. Detalhe do gol: a assistência foi do brasiliense Reinier, 17 anos, escalado pela primeira vez como titular.

Gabigol-Reinier
Gabriel Barbosa retribuiu a gentileza no segundo tempo. Que tabelinha linda entre ele e o menino nascido no Guará. Aos 17 anos, o moleque balançou a rede pela primeira vez como jogador profissional do Flamengo. Que obra-prima.

Orgulho do parente
Pais e familiares do garoto Reinier vibraram com a exibição de gala do meia-atacante no Mané Garrincha. Devidamente uniformizados, festejaram a conquista dos três pontos no anel inferior da arena.

Um é pouco, dois é bom…
O Flamengo emendou o terceiro jogo consecutivo sem sofrer gol no Brasileirão. Foi assim contra Ceará, Palmeiras e Avaí. Curiosamente, três triunfos pelo mesmo placar: 3 x 0. O Avaí teve pelo menos duas chances claras de marcar. Com mais uma exibição brilhante, Diego Alves fechou o gol para Brenner e Richard Franco no primeiro tempo.

Os tais dos volantes que sabem jogar…
Quando um time tem dois marcadores com mobilidade tática, um pouquinho de talento, e uma defesa vulnerável como a do Avaí, o torcedor se diverte até com carregadores de piano. Senhor do jogo, Gerson, de costas, arrumou um passe de letra para Willian Arão dentro grande área. O cabeça de área deu o azar de ver a bola explodir no travessão de Vladimir.

Zombaram de Jesus
Muito bem recomendado pelo ídolo do La Coruña Donato, como você leu aqui no blog na semana da conratação, Pabo Marí faz valer cada vez mais o investimento. Depois de ouvir uma pagação de sapo daquelas de Jorge Jesus à beira do campo ao falhar em um lance do Avaí, o beque subiu no terceiro andar para completar de cabeça a cobrança de escanteio de Everton Ribeiro e ampliou o placar para 2 x 0. Diego Alves e os jogadores do banco de reservas zoaram com Jorge Jesus na comemoração.

Aplausos
Que desempenho seguro da árbitra Edina Alves Batista no Mané Garrincha. Atuação impecável do início ao fim até na expulsão de Gustavo Ferrareis com o auxílio do VAR depois da falta duríssima em Rafinha. Chamo atenção para um detalhe: não houve um xingamento sequer por causa de alguma decisão de Edina.

Muito bem recomendado pelo ídolo do La Coruña Donato, Pabo Marí faz valer cada vez mais o investimento.

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