Bruno Henrique decide e faz história no Flamengo de Jorge Jesus

UOL: Ofuscado com as chegadas dos badalados Arrascaeta e Gabigol, Bruno Henrique desembarcou na Gávea de mansinho. Ainda que não tenha causado tanto impacto entre os torcedores, o jogador agradou em cheio Abel Braga, então técnico do Flamengo.

Durante as movimentações de mercado do início do ano, Abel repetia o nome do atacante como um mantra. De tanto insistir, acabou conseguindo. A direção do clube atendeu o desejo do comandante e desembolsou R$ 23 milhões para o Santos, que ainda recebeu o empréstimo do volante Jean Lucas.

"O Bruno Henrique deu uma opção tática muito interessante. Posso garantir que foi o primeiro nome que pedi", afirmou em Abel, em entrevista ainda em seus tempos de clube.

Everton Ribeiro, Bruno Henrique, Arrascaeta e Gabigol no Flamengo - Foto: Divulgação
Ao passo que o ex-treinador não dava tanto cartaz a outros astros, Bruno era o xodó. Ainda que tenha cometido eventuais erros em sua passagem, o técnico provou estar certo em sua insistência. Autor de um gol e melhor em campo na goleada por 5 a 0 sobre o Grêmio, resultado que levou o Fla à decisão da Libertadores, é figura central no Flamengo de Jorge Jesus.

Sem posição fixa no ataque, o camisa 27 é o terror das defesas adversárias. Com 25 gols no ano, tornou-se algoz dos três rivais domésticos, com 9 gols contra Botafogo, Fluminense e Vasco, e caiu de vez nos braços da Nação. Na vitória ante os gaúchos, abriu a contagem e criou as jogadas mais perigosas do time, rotina que vem se repetindo nos jogos grandes.

"O Jesus chegou e entendeu o que é ser Flamengo. Ele é muito dedicado em tudo que faz. Mesmo ganhando de cinco, ele sempre pede para jogar e desfrutar em campo. Fala sempre isso. Que temos de ter alegria, prazer de jogar futebol diante de uma torcida dessa de um clube tão grande. É isso que sempre fala para gente", afirmou Bruno.

Pendurado com dois amarelos, o atacante teve mostras de sua importância ao ser substituído quando os gremistas já estavam vencidos. Feliz e cansado, abraçou Jesus à beira do campo e poupou energias para festejar com a torcida:
"O carinho do torcedor com jogador é nítido. É o nosso 12º jogador. Somos todos merecedores dessa festa".

Na vitória ante os gaúchos, abriu a contagem e criou as jogadas mais perigosas do time, rotina que vem se repetindo nos jogos grandes.

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