Flamengo mostra saber vencer mesmo sem dar show

O GLOBO: Marcello Neves

A torcida rubro-negra foi ao Maracanã preparada para uma grande festa, mas deixou o estádio respirando aliviada pela vitória magra. A expectativa era por um novo atropelo, assim como foi contra o Grêmio na semifinal da Libertadores, mas um aguerrido e corajoso CSA quase transformou a noite de domingo em tragédia. Longe de dar show e sofrendo mais do que o necessário, o Flamengo levou para casa o placar de 1 a 0, suficiente para manter a equipe no caminho do título brasileiro.

— Nós abaixamos um pouco a concentração, fomos ao limite na quarta-feira. Acabamos dando duas chances para eles por erros bobos nossos, o que não costumamos dar. Nem sempre vamos conseguir dar show, fazer cinco gols. Mas o importante é vencer — explicou o volante Willian Arão.

Jogadores do Flamengo abraçados - Foto: Marcelo Cortes
Líder com 67 pontos — dez de vantagem para o vice Palmeiras —, a equipe de Jorge Jesus deu início ao planejamento de encarar uma série de finais até o duelo contra o River Plate, em 23 de novembro, pela final da Libertadores. O próximo passo será contra o Goiás, quinta-feira, às 20h, no Serra Dourada, e a ideia é conquistar a taça o quanto antes para focar exclusivamente no jogo mais importante do clube nos últimos 38 anos.

Esse desejo pôde ser visto na escalação que Jorge Jesus levou à campo. Poupar após a classificação contra o Grêmio? Nada. Força máxima, apenas com Thuler no lugar de Pablo Marí, suspenso.

Se o CSA havia preparado qualquer estratégia para surpreender, ela quase ruiu com apenas dois ataques. Bastou Everton Ribeiro e Arrascaeta — que comemorou homenageando Márcio Tannure, médico do Flamengo — encaixarem uma tabela para mostrar o tamanho da diferença tática e técnica entre o líder e o 18º colocado do Brasileiro.

Era fácil criar chances diante da marcação individual mal executada pela equipe alagoana. Qualquer escapada em velocidade de Everton Ribeiro ou Bruno Henrique, ou um passe em profundidade de Gerson ou Arrascaeta, já quebrava a linha de marcação e gerava perigo. Mas a verdade é que não foi uma exibição de almanaque como na semifinal da Libertadores.

E não precisava ser, afinal, a fragilidade do adversário e uma vitória simples já cumpririam o objetivo de um Flamengo que não jogou com a intensidade de sempre. O problema foi a quantidade de sustos sofridos. Rafinha salvou com o quadril um gol certo, Alecsandro raspou a trave, Apodi e Dawhan que só não marcaram pois Diego Alves apareceu bem. O goleiro, por sinal, pode ser considerado o melhor em campo por salvar um Flamengo que quase foi vítima da sua incapacidade de matar a partida.

— Nós sentimos o cansaço, não conseguimos fazer a pressão de sempre. Por isso eles conseguiram jogar melhor e ter mais bola — declarou Everton Ribeiro.

Isso refletiu nos impacientes 65.649 pagantes — recorde de público do futebol brasileiro nesta temporada — e em Jorge Jesus, que fez substituições acompanhadas de broncas individuais nos seus jogadores.

No fim, a impressão foi de que o rubro-negro correu um risco calculado e conseguiu o seu objetivo apesar dos pesares. A costumeira sensação de euforia deu lugar ao alívio pelo apito final. Não precisava ter sido tão sofrido, mas o Flamengo mostrou que consegue vencer mesmo sem jogar bem.

O Flamengo levou para casa o placar de 1 a 0, suficiente para manter a equipe no caminho do título brasileiro.

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