Flamengo reprova fundo para falidos, mas quer dinheiro de apostas

O GLOBO: O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, representou o clube em audiência na Comissão de Esportes da Câmara dos Deputados, em Brasília, e expôs os pontos com os quais não concorda no projeto de lei do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) sobre clube-empresa.

O mandatário ressaltou que o Flamengo não quer a equiparação de impostos entre quem vai aderir ou não ao novo modelo, e se mostrou contra outros dois pontos importantes: a criação de um fundo para ajudar os clubes em dificuldade financeira e a exploração de recursos de apostas apenas para quem se tornar clube-empresa.

Rodolfo Landim, Presidente do Flamengo, em reunião com deputados - Foto: Divulgação
- O fato da isenção continuada deixar de existir é altamente positivo. Um segundo aspecto que continua na última versão é o fundo garantidor do futebol, que captaria recursos para clubes inadimplentes, que pra mim é um incentivo perverso, para os clubes não agirem corretamente na sua gestão. Espero que tenha sido retirada - afirmou o presidente rubro-negro, acrescentando mais:

- Temos que pensar grande e pensar em voltar a ter os grandes craques, exportar o nosso futebol para o exterior. Para isso a gente precisa de receita e se organizar. Tem que parar de taxar os times, botar gestão, melhorar os jogos e exportar com o exterior. Temos que competir com o Real Madrid e o Barcelona.

Se não for atingido pelas novidades impostas pelo texto, o Flamengo não se opõe ao projeto para incentivar o clube-empresa. Mas a diretoria informou ao relator do projeto, o deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), que se inspira no formato associativo do Real Madrid. Os merengues são, ao lado do rival Barcelona, os principais expoentes financeiros de uma liga que se abriu para o formato de clube-empresa — em contraste com o Atlético de Madrid.

O Flamengo e outros clubes se viram em risco quando ouviram a proposta de equiparação tributária. Esse modelo faria o rubro-negro pagar o dobro de imposto. O clube estima que seriam pagos até R$ 80 milhões a mais em tributos por ano. Como associação sem fins lucrativos, o clube não paga impostos sobre seus ganhos, já que tem função social e recebe isenção fiscal.

O mandatário ressaltou que o Flamengo não quer a equiparação de impostos entre quem vai aderir ou não ao novo modelo.

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