Flamengo se fecha e alinha discurso antes de semifinal

LANCE: Medo é uma palavra que não está no vocabulário do Flamengo de 2019. Para o goleiro Diego Alves, inclusive, quem tiver esse sentimento não merece vestir a camisa rubro-negra. E é nesse espírito de confiança no trabalho, mas sem "oba oba" que o Fla vai para a semifinal da Copa Libertadores, nesta quarta-feira, contra o Grêmio. No jogo mais importante do ano até aqui, a coragem, aliada à tranquilidade, será essencial para conquistar uma vaga na tão sonhada final do dia 23 de novembro, no Chile.

São vários os ingredientes que reforçam o tamanho da partida. Dois dos melhores times do Brasil na atualidade, treinadores experientes, declarações fortes, ataques competentes e a expectativa de um bom jogo de futebol. Além disso tudo, um Maracanã completamente lotado e pulsante para receber a última partida em território brasileiro nessa Libertadores. Mais do que isso, conta também a forma como o Flamengo escolheu se portar no momento mais badalado do ano: se fechando.

Jorge Jesus, do Flamengo, dando coletiva de imprensa - Foto: Paula Reis
No último treinamento antes da partida, o clube liberou funcionários do Ninho do Urubu: não queria imagens, nem da TV oficial, tentando evitar qualquer distração e visava minimizar a chance de vazar informações internas. Especialmente sobre as situações de De Arrascaeta e Rafinha. O elenco, inclusive, foi treinar na tarde de terça-feira e ficou direto concentrado, só saindo do CT para o Maracanã no momento do confronto.

A ideia, como Jorge Jesus já afirmou em outras oportunidades, é manter os pés no chão e aprender a medida que as vitórias vão acontecendo. Apesar do discurso gremista de que o Fla teria uma soberba e o sentimento de "já ganhou", o que se vê no dia a dia vai na contramão disso. A todo momento jogadores e comissão técnica fazem questão de manter a calma.

É um sentimento compartilhado, inclusive, por boa parte da torcida, que deixou para trás a empolgação característica dos últimos anos, como nos casos do "cheirinho" e do "segue o líder", e se manifesta de forma mais comedida. Uma empolgação pelo ótimo momento vivido pelo clube, mas com ares até de pessimismo em determinadas situações.

- Temos que focar no nosso time e no que vai acontecer. Estamos preparados para qualquer situação, mas é no nosso campo, com a nossa torcida. Vamos motivados. Mais um jogo importante e decisivo. Estamos tranquilos com os fatores externos e preparados. O importante é o nosso time, o que vamos fazer. O Flamengo tem que impor seu jogo e ritmo. Favoritismo deixamos para a parte externa, cada um fala o que quiser. Dentro de campo é 11 contra 11. Estamos tranquilos e vamos trabalhar quietos, sem dar motivo, para alcançarmos a final - disse o goleiro Diego Alves.

Relembre algumas declarações de jogadores do Fla rechaçando oba-oba:

Rodolfo Landim, presidente do Flamengo
- Flamengo? Instituição? O Romildo é uma pessoa super elegante, não dei da onde ele tirou essa ideia. Mas isso não existe. O que existe são jogadores focados e a torcida feliz depois de seis vitórias. O ambiente realmente é bom, mas não tem soberba nenhuma. Sandálias da humildade.

Jorge Jesus
- O principal adversário não é o próprio Flamengo. Campeonato é muito bem disputado. Os times de São Paulo, de Belo Horizonte... Aqui contas, sete, oito equipes disputando o título.

Gerson
- Ainda não ganhamos nada. Semifinal da Libertadores, mas temos que ir com os pés no chão que as coisas vão dar certo no final.

Rafinha
- Sei que devemos ter muito cuidado no futebol. A euforia tem que ficar do lado de fora. O mister sempre cobra isso. Temos que ter o pé no chão. Não importa como começa. O que importa é como termina.

Willian Arão
- Não tem oba-oba. Estamos focados na próxima partida. Temos que melhorar, mas temos confiança no que fazemos no dia a dia. Estamos em um grande momento, mas com os pés no chão.

Gabigol
- Aqui dentro não tem empolgação alguma. Ainda não ganhamos nada. Essa coisa de campeão do turno não existe muito. É bom estar em primeiro seja qual for a rodada. Não é algo que defina nada agora. Temos jogos complicados pela frente. O importante é levantar a taça no final. Se isso não acontecer, todo esse futebol bonito não terá valido de nada.

A coragem, aliada à tranquilidade, será essencial para conquistar uma vaga na tão sonhada final do dia 23 de novembro, no Chile.

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