Jorge Jesus dá nova vida ao futebol brasileiro

TORCEDORES: Por Vinícius Dominichelli

Gabigol, Bruno Henrique, Filipe Luís, Rafinha, Diego Alves, Arrascaeta, Éverton Ribeiro, Pablo Marí… Não há mais dúvidas que o elenco do Flamengo é o mais estrelado e o melhor do país. Mas a grande diferença do rubro-negro carioca tem nome e sobrenome: Jorge Jesus.

O português de 65 anos chegou ao clube para substituir Abel Braga há pouco mais de três meses em um momento de forte turbulência com a torcida: mesmo em uma equipe com jogadores consagrados, o futebol era ruim e os resultados não vinham.

Pouco conhecido dos torcedores brasileiros que não acompanham o futebol europeu, Jesus desembarcou no Rio de Janeiro sob forte desconfiança e com o peso de ter desempenho melhor do que técnicos estrangeiros que não tiveram tanto sucesso no Brasil recentemente.

Jorge Jesus comemorando vitória com os jogadores do Flamengo - Foto: Divulgação
Apesar de estar há menos de uma centena de dias no comando do Rubro-Negro, o treinador mudou radicalmente a forma de a equipe jogar. A marcação por pressão funciona do primeiro ao último minuto, como foi visto na goleada por 5 a 0 sobre o Grêmio ontem, na semifinal da Libertadores.

Os números do treinador são impressionantes: em 25 jogos pelo Flamengo conquistou 17 vitórias, empatou seis e perdeu apenas duas partidas. A média de gols também chama atenção: dois por jogo, enquanto o sistema defensivo só foi vazado 19 vezes.

Para entender todo esse sucesso do time carioca é preciso analisar o esquema tático adotado por Jesus não apenas no Flamengo, mas também em outros times que já dirigiu na carreira.

O treinador adotou um esquema europeu muito pouco utilizado no Brasil: 4-1-3-2. Apenas William Arão é o volante, dando liberdade para o trio Gerson, Éverton Ribeiro e Arrascaeta criar jogadas e abastecer os atacantes Gabigol e Bruno Henrique.

A defesa é extremamente bem montada. Diego Alves vive uma das melhores fases da carreira e as laterais são um dos pontos fortes com Rafinha e Filipe Luís. A chegada do zagueiro Pablo Marí fortaleceu o setor defensivo e melhorou até mesmo o futebol de Rodrigo Caio, antes contestado no São Paulo.

O ponto forte do time é a versatilidade: Gerson, volante de origem, pode recuar para ajudar William Arão na marcação. Bruno Henrique também é visto no meio ajudando na criação de jogadas e em outras jogadas abrir.

O estilo de jogo é extremamente ofensivo: a velocidade de Bruno Henrique e Gabigol empurra os adversários para a defesa. Gerson vem de trás, os dois laterais apóiam o ataque o tempo todo e os meias ficam com mais opções para criar jogadas.

É assim que Jesus tem conquistado cada vez mais fãs. O que a torcida espera agora é que o excelente futebol vire títulos nas próximas semanas com as conquistas da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro.

Por Jesus não apenas no Flamengo, mas também em outros times que já dirigiu na carreira.

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