Jorge Jesus dribla números e tenta controlar oba-oba no Flamengo

UOL: "Deixou chegar...". A frase, repetida inúmeras vezes por torcedores do Flamengo ao longo dos anos, poderia se encaixar bem no momento pelo qual o time passa na temporada. Porém, tal expressão não parece fazer parte do dicionário do técnico Jorge Jesus, que faz questão de conter todo e qualquer tipo de euforia pelos lados da Gávea.

A equipe rubro-negra vive momento ímpar. Sem saber o que é perder há 13 partidas, o time está na liderança do Campeonato Brasileiro tendo cinco pontos a mais que o segundo colocado Palmeiras e conseguiu pontuação recorde em 23 rodadas da competição na era dos pontos corridos - 52.

Para completar, na próxima rodada, Palmeiras e Santos, dois postulantes ao título, se enfrentam em clássico que pode fazer a distância rubro-negra na ponta aumentar ainda mais. O time de Jesus pega o Atlético-MG no Maracanã, local que tem sido um verdadeiro trunfo para o time no torneio.

Jorge Jesus gritando contra a Chapecoense - Foto: Alexandre Vidal
Além disso, chegou a uma semifinal de Libertadores após 35 anos e está em vantagem na briga por vaga na final, depois do empate em 1 a 1 com o Grêmio, em Porto Alegre. Um empate sem gols no Maracanã garante o Fla na decisão.

Os obstáculos que têm surgido à frente da equipe estão sendo superados sem maiores problemas. Contra a Chapecoense, por exemplo, não teve Gabigol, artilheiro do Brasileiro, por conta de suspensão, mas Bruno Henrique deu conta do recado. Vitinho, que vinha sendo reserva, foi o autor do cruzamento que acabou com a bola na rede. A equipe rubro-negra vem conseguindo bons resultados apesar dos desfalques e maratonas de partidas.

A obsessão de Jorge Jesus pela correção, talvez, tenha ficado evidente após o triunfo na Arena Condá. Ainda no gramado, enquanto os jogadores celebravam a vitória, o treinador foi conversar individualmente com cada um daqueles que acreditava que tenha cometido erros no decorrer do jogo. Um dos alvos foi Reinier, jovem escolhido para ocupar a vaga de Arrascaeta.

Depois, em entrevista coletiva, fez questão de salientar que ainda há campeonato à frente e outros times querem tomar a liderança do Flamengo.

"Hoje somos líderes isolados e queremos continuar. Vamos defender. Temos Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo que querem nos tirar. Se não tiver jogadores com qualidade, esquece. Trouxemos uma ideia e partilhamos com o grupo", aponta Jesus.

O discurso pés no chão já vem de algumas rodadas e não parece mudar. A cada apito final, o treinador busca uma maneira de apontar algum equívoco que ainda precisar ser melhorado.

Apesar de avassalador em campo, o Fla adota a fase cautelosa. Tempos atrás, após um resultado que fez o time da Gávea voltar ao G5, em uma rodada com tropeços dos líderes no Brasileiro de 2011, Ronaldinho avisou: "Estão deixando a gente sonhar...". Por enquanto, no Flamengo versão 2019, o comandante da comissão técnica tem evitado qualquer tipo de sonho.

Mudança de tom
Jorge Jesus vem adotando "força máxima" nas duas frentes - Brasileiro e Libertadores - em busca dos dois títulos. O cansaço do elenco não parecia ser preocupação e, inclusive, foi tratado como normal após rodadas anteriores. Depois do confronto com a Chapecoense, porém, o treinador pareceu mudar o tom no assunto e admitir que os jogadores estão acusando desgaste físico.

"Antes do jogo, perguntei a todos como estava. Alguns disseram que estavam fadigados, mas queriam jogar. Há o respeito pelo Brasileiro", disse.

Além disso, chegou a uma semifinal de Libertadores após 35 anos e está em vantagem na briga por vaga na final.

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