Não está na hora de Jorge Jesus poupar o time do Flamengo?

BLOG DO JULIO GOMES: O Flamengo vive um momento tão mágico que vence até quando joga mal. Foi o caso neste domingo, contra o CSA.

No forte calor carioca, o time entrou relaxado contra o CSA, que ocupa a zona de rebaixamento. Desconcentrado, cedeu quatro chances espetaculares para os alagoanos. Sorte do Flamengo que seu goleiro, Diego Alves, estava mais ligado do que o resto. Sorte também que a bola de cabeça de Alecsandro, aquele, nos instantes finais, passou raspando à trave e não entrou.

O time quebrou em vários momentos a compactação que marca este Flamengo "europeu" de Jorge Jesus. No segundo tempo, contra atacava somente com os atacantes, abrindo um clarão no meio de campo.

O Flamengo, enfim, sentiu o cansaço. Era nítido que o time estava pregado em campo e respirou fundo com o apito final.

Rafinha, do Flamengo, cruzando em CSA x Flamengo - Foto: Marcelo Cortes
Jorge Jesus mostrou, neste semestre, que os treinadores estão usando o nefasto calendário brasileiro como álibi para muitas coisas. Estão poupando demais, quando há, sim, como jogar quarta-domingo-quarta-domingo, pelo menos durante um tempo.

Maaaaaass… existem, sim, limites. E os limites físicos são perigosos. O título brasileiro já é do Flamengo, e não é boa ideia colecionar lesionados ou deixar o time esgotado a um mês da final da Libertadores, contra o River Plate.

O Flamengo viaja a Goiânia no meio de semana, antes de jogar no Rio contra Corinthians, Botafogo e Bahia. Só depois destes duelos é que o Flamengo terá uma semana inteira livre para treinar e descansar.

Diante de um jogo contra o CSA, em casa, não seria o caso de abrir mão de um par de titulares? Talvez o Flamengo tenha corrido mais riscos do jeito que jogou, no calor do Rio e com um time com a língua no chão, do que se tivesse colocado em campo gente com baixa minutagem.

Nas próximas rodadas, veremos se Jorge Jesus chegou à mesma conclusão ou se insistirá sempre com os titulares.

O Flamengo, enfim, sentiu o cansaço. Era nítido que o time estava pregado em campo e respirou fundo com o apito final.

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