Por que técnicos brasileiros se incomodam tanto com estrangeiros?

BLOG DO SARTORIO brasileiro Sylvinho pediu demissão da Seleção Brasileira, onde era auxiliar técnico de Tite, para tentar a sorte como treinador do Lyon. Mas o sonho europeu durou pouco. Em apenas 11 partidas, foram três vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Dois desses triunfos aconteceram nas primeiras duas partidas. O treinador não resistiu ao pior início no Campeonato Francês em 24 anos.

Ele não foi o primeiro a tentar a sorte no Velho Continente. Vanderlei Luxemburgo (Real Madrid), Luiz Felipe Scolari (Chelsea), Carlos Alberto Parreira (Valencia e Fenerbahçe-TUR), Abel Braga (Rio Ave-POR, Famalicão-POR, Belenenses-POR, Vitória de Setúbal –POR e Olympique de Marselha), Paulo Autuori (Nacional-POR, Vitória de Guimarães-POR, Marítimo-POR e Benfica), Sebastião Lazaroni (Fiorentina) e Roberto Carlos (Anzhi-RUS, Sivasspor-TUR e Belediyespor-TUR) foram alguns que buscaram afirmação na Europa.

Jorge Jesus sério - Foto: Divulgação
De todos os treinadores citados, talvez o que tenha conquistado o maior espaço em um clube europeu foi Parreira, na Turquia, após uma passagem sem sucesso no Valencia, da Espanha, em 1994. Apesar de ter ficado apenas 12 meses à frente do Fenerbahçe-TUR, em 1995, ele acabou com o jejum de sete anos do clube turco sem conquistar o título nacional. Felipão também realizou um bom trabalho na seleção de Portugal, mas em um clube, o Chelsea naufragou.

Na chegada de Jorge Jesus ao Brasil, o técnico Vanderlei Luxemburgo, do Vasco, desejou sorte ao treinador português, mas criticou a CBF por não proteger os brasileiros na FIFA: “é legal essa troca de conhecimento, só que nós não somos reconhecidos lá fora. E o grande culpado disso é a CBF, que não vai à FIFA brigar pelos seus profissionais daqui. E nós somos impedidos de trabalhar lá”, disparou Luxa.

Inveja, dor de cotovelo ou falta de união? Por que os treinadores brasileiros criticam tanto a presença de um comandante gringo em nosso país? Só foi o argentino Jorge Sampaoli liderar por quatro rodadas o Brasileirão e às críticas aumentaram. Depois foi a vez do português Jorge Jesus ser massacrado por levar o super Flamengo à liderança e já são oito rodadas. Foi assim também com o uruguaio Diego Aguirre e o colombiano Juan Carlos Osório.

Assim como disse Luxemburgo, penso que há espaço para todos: brasileiros e estrangeiros. O intercâmbio é interessante para os dois lados. Aprendizado é fundamental nessa profissão. A presença de Jesus no futebol brasileiro é um bom exemplo. Em quatro meses, o português montou um time que encanta a todos. Ele montou um supertime que pode ser campeão Brasileiro e da Conmebol Libertadores. Há quem diga que a função dele é fácil e que o “Mister” tem a obrigação de ganhar tudo com o elenco que tem. Renato Gaúcho foi um deles: “o Flamengo é uma seleção”, disparou o treinador do Grêmio. Eu discordo! Já vi muitos técnicos terem bons elencos nas mãos e falharem. A qualidade do treinador do Flamengo ainda é mais valorizada quando você traz um profissional de outro país, sem nunca ter trabalhado no futebol sul-americano, e o cara faz o que está fazendo. Seria sorte de principiante? Duvido!

Depois foi a vez do português Jorge Jesus ser massacrado por levar o super Flamengo à liderança e já são oito rodadas.

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