Vitinho admite pressão no Flamengo, mas diz: "Um peso especial"

UOL: Vitinho vive numa verdadeira montanha russa desde que chegou ao Flamengo. Terceira contratação mais cara da história do clube (custou R$ 44 milhões, atrás de Arrascaeta e Gerson), o atacante desembarcou na Gávea com a pecha de ser torcedor do clube desde criança que chegava para fazer a diferença, especialmente pelo lado direito do campo.

Os jogos passaram, os altos e baixos se sucederam e a relação não engrenou. Na última quinta, no entanto, coube ao camisa 11 ser o herói da vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG. Após viver uma de suas maiores consagrações com a camisa rubro-negra, com direito a um gol e duas assistências, o jogador manteve o tom sereno e o temperamento introvertido. São traços que marcam o atacante, que teve de lidar com vaias no Maracanã antes de ser decisivo em campo. Ele admite que a expectativa que cercou sua contratação dificultou um pouco sua performance.

"Esse sentimento (de pressão) foi por todas as equipes que me contrataram. Por ser Flamengo, em alguns momentos posso ter tido estratégias que não me ajudaram. Estou tentando jogar com mais tranquilidade, mas aqui tem um peso especial", disse ele.

Vitinho comemorando gol do Flamengo contra o Atlético-MG - Foto: Marcelo Cortes
De tão instável que é o relacionamento com a arquibancada, ele foi o escolhido para "pagar o pato" quando o Galo buscou o empate no jogo. A cada toque na bola, uma vaia. Minutos depois de o barulho começar a ganhar corpo, encarou a marcação, balançou o corpo e marcou. Euforia e reconhecimento. Na comemoração do gol, todos os jogadores foram abraçá-lo e pediram aplausos. O mais enfático foi Rafinha, que ficou apontando insistentemente para o colega. Introvertido, Vitinho preferiu evitar o embate, mas não fugiu da dividida.

"Não entendo (as vaias), mas são coisas que têm de ser combustível. Estava focado em ajudar a equipe e ser efetivo. Fui bem em alguns momentos, não fui bem em outros. É trabalhar para atingir ápice e ser constante".

A trajetória de Vitinho este ano foi acidentada. Com a chegada de vários nomes de peso, perdeu espaço e passou grande parte da temporada no banco. Ainda assim, fez o gol que selou o título do Carioca. Em julho deste ano, sofreu uma lesão no joelho esquerdo e teve de ser operado.

Com as lesões de Arrascaeta e Berrío, além da convocação de Gabigol para a seleção brasileira, os espaços se abriram naturalmente para Vitinho. Contra a Chapecoense, assistência para o gol de Bruno Henrique. Ante os mineiros, papel decisivo. Mesmo com a crescente, uma "sombra" de perseguição acompanha o atacante. Mais desinibido com Jesus, ele espera driblar a desconfiança e ser, enfim, protagonista.

Furacão na mira
Após vencer o jogo contra os mineiros, o Flamengo volta suas atenções para o Athletico-PR, rival de amanhã (13), às 16h, na Arena da Baixada. Com baixas e jogadores à serviço da seleção brasileira, o técnico deve repetir o time que venceu no Maracanã. O time treina na manhã de hoje e embarca em seguida para Curitiba.

Ele admite que a expectativa que cercou sua contratação dificultou um pouco sua performance.

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